Gary Shore, Wolverine, e “cup of tears”

Confira um video feito para o Wolverine por Gary Shore.  Através de montagens com fotografias, ele imagina um combate entre Wolverine, Yukio e o tentáculo, que funciona como uma sequência para o fraco x-men origins: Wolverine.

Visualmente é muito impactante, como aquele trailer que Shore mostrou há algum tempo, “the cup of tears”:

“cup of tears” é como se fosse uma adaptação de Samurai Jack, animação do Genndy Tartakovsky(por sua vez baseando-se no Ronin de Frank Miller), só que dirigida pelo Zack Snyder… Mas é notável que Shore é muito habilidoso, e realmente seria legal ver um filme produzido pelo artista.

vi “Wolverine vs the hand” no Gatos e Cérebros

5 Ronin

Voltando das férias, num ritmo bem devagar…

A marvel lança em março nos EUA um mini-evento, chamado 5 ronin, que coloca versões alternativas de alguns personagens no Japão feudal. Um pouco como foi feito na linha Noir, talvez. Os personagens escolhidos são: Wolverine, Justiceiro, Pscylocke, deadpool e Hulk.  Não diria que vale muita atenção, mas Peter Milligan (Namor: as profundezas) é um bom escritor, e a idéia de um evento mais contido, e não uma mega-saga vendedora de revistas é interessante. As capas são de David Aja,(de Punho-de-Ferro), e uma das edições será desenhada por Goran Parlov (artista de algumas edições de Mágico Vento).  Fique com as capas das edições, e abaixo o que está escrito na parte superior das ilustrações:

“Até agora, o mundo tem sido descomplicado.Puro. Tem havido guerra. Vida ou morte. Honra ou desonra.”

“todos os dias sem falhar você deve se considerar morto.”

“Não pense que você será o primeiro homem que matei em minha cama.”

“Temo que você ficará desapontado. Mas até ai, a vida toda é uma preparação para o desapontamento.”

“Oh, tinha a forma de um homem.Mas não era um homem. Não mais.”

Via Omelete

The Wolverine

por quê Darren Aronofsky parece parecia uma ótima escolha:

Esse é o titulo do próximo filme do personagem, novamente interpretado por Hugh Jackman, mas desta vez dirigido pelo talentoso Darren Aronofsky. Segundo o diretor, o filme não será uma sequência do filme “x-men origens: Wolverine”, uma produção com tantos erros que nem vale a pena falar.

o filme vai se basear em uma trama dos anos 80 escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller(alguns dos quadrinhos dessa mini-série acompanham este texto). Nela, Logan vai ao Japão em busca do amor de Mariko Yashida, filha de um clã tradicional e prometida à outro homem. Assim, Wolverine acaba se envolvendo com bandidos, ninjas e por ai vai. No filme, vão acrescentar mais alguns personagens, como o Samurai de prata, por exemplo, para engrossar a trama, o que vai gerar mais combates legais.

Admito que iria no cinema exclusivamente para ver o velho logan quebrando o pau com um monte de ninjas e yakuzas, então pode parecer até estranho à primeira vista a escolha de um diretor mais “cabeção” como o Aronofsky. Quer dizer, a principio o melhor seria contratar um roteirista competente e um bom diretor de filmes de ação para evitar os erros graves do filme anterior.Mas acho definitivamente que a escolha foi acertada. Antes de falar sobre as próprias habilidades de Aronofsky, vejamos o argumento que Chris Claremont usou para convencer Miller a desenhar a hq.  Na época, Miller ainda não era o quadrinista famoso que se tornou anos depois, mas disse que não tinha interesse em trabalhar em um personagem que não tinha nenhum atrativo além de não saber se controlar.

Mas então Claremont apresentou sua visão para o personagem: Wolverine não era só um cara raivoso, ele era praticamente um animal, guiado pelos seus instintos. Praticamente o avesso de um samurai, que segue um rigido código de conduta, muitas vezes indo contra o que realmente quer para seguir o que acredita. E pronto, era sobre esse eixo que a história ia girar, com Logan pela primeira vez questionando não só quem é, mas que direção dar para a sua vida.Não apenas seguir seu instinto, mas se esforçar para seguir um objetivo e crescer.  Miller foi convencido.

Agora, consideremos os outros filmes do diretor escolhido, como sua produção de estréia, “Pi”, “A fonte da vida” e “o lutador”. Todas essas produções tem como ponto central as obsessões e angustias de um protagonista, diante de algo grandioso como a idéia de vencer a morte, ou algo mais pessoal como simplesmente fazer o que você mais gosta de fazer. E D.Aronofsky sempre fez isso de forma magistral, com extrema habilidade. Alias, na minha modesta opinião ele foi responsável por dirigir Huhg Jackman em seu melhor papel em “Fonte da vida”. Na verdade, três papéis, nos quais mostrou versatilidade ao ser convincente interpretando um cientista, um guerreiro espanhol e  um maluco numa bolha no espaço.  Considerando o que Claremont disse sobre o personagem na trama na qual o filme se baseia, e somando a experiência do diretor em retratar personagens profundas em buscas pessoais, temos a escolha ideal (se seguirem mesmo por essa linha de trabalhar melhor a caracterização do protagonista). Acho que entre os esforços de Aronofsky e Jackman, “The Wolverine” pode aprofundar o personagem sem que ele deixe de ser o melhor naquilo que faz, fatiar coisas com garras de adamantium.

Bem, espero coisa boa daí. Snikt!!!