Os Vingadores- The Avengers

O filme que eu queria ter visto na minha infância, mas hoje.

Em 2008, com o lançamento de “Homem-de-ferro”, O Marvel Studios começou um plano ambicioso:  reunir em uma mesma produção seus maiores personagens- bom, ao menos os que não estão licensiados para outros estúdios; Homem-Aranha, X-Men e Quarteto fantástico. O plano estendeu-se ainda por outras produções do estudio, como “O incrível Hulk”, Homem-de-ferro 2, Thor e Capitão América.Todos deixaram pistas e pavimentaram o caminho para “Os Vingadores”, o grupo de super-heróis formado por Capitão América e companhia. Mas seria possível juntar tantos personagens num mesmo filme, sem perda de qualidade na história? Muitos tentaram sem sucesso algo parecido. A resposta finalmente apareceu,  e é … Continuar lendo

no Delorean: Parábola

Em 1988, Stan Lee, criador de vários personagens do universo marvel  (Homem-Aranha, Hulk, Homem-de-ferro, X-Men, Quarteto fantástico entre muitos outros), conheceu o francês Jean Giraud, mais conhecido como Moebius, o célebre quadrinhista da revista Metal Hurlant, Blueberry, Garagem hermética entre outras.  Deste encontro, nasceu esta pequena pérola das hqs, protagonizada pelo Surfista Prateado: Parábola.

Só a junção de dois grandes icones já seria o bastante para atrair a atenção para a história, mas a trama tem muito mais! Enfim, vamos a ela:

O Surfista Prateado vive escondido na Terra, incapaz de viajar pelo espaço como castigo imposto por Galactus, seu antigo mestre, a quem traiu. Então, durante o dia-a-dia, ele apenas observa os seres humanos se auto-prejudicando, enquanto se refugia nas lembranças de sua vida anterior, quando ainda era apenas Norrin Raad.

Eis que galactus, o devorador de mundos, retorna, com um novo plano para conseguir devorar a Terra. O devorador se auto-proclama um deus,e diz que pretende libertar as pessoas dos inuteis preceitos que regem suas vidas. “Nada é pecado”, ele diz. Abismados pelos poderes infinitos de Galactus, os homens passam a seguir essa nova diretriz, e começam a destruir o mundo por conta própria (quer dizer, de forma ainda mais rápida do que fazemos, he). O Surfista Prateado se ergue como uma solitária voz da razão, e um confronto com o deus do espaço e a raça humana torna-se inevitável.

Na época em que Parábola foi produzida, os super-heróis já estavam sendo revolucionados por então novatos como Frank Miller, Alan Moore e Grant Morrison. Eles e alguns outros começaram a acrescentar nuances mais sombrias e realistas ao gênero, que começou a cativar novos leitores. E então Stan Lee e Moebius se reuniram para produzir esta singela narrativa. Ela pode parecer ingênua hoje em dia, mas não se engane, ela é tão ou mais assustadoramente realista quanto as obras contemporâneas a ela. Lee usa o Surfista para passear pelo mundo e observar o que de pior pode haver na natureza humana, que eclode graças ao plano de Galactus. De forma engenhosa, ele vai tecendo uma grande história sobre poder, responsabilidade,a noção de divindade e qual a importância das verdades que abandonamos quando nosso pior vem a tona. O texto de Stan Lee é poético-tem quem considere a grandiloquência com que o autor escreve os diálogos ultrapassada, mas com Lee isso agrega valor a natureza reflexiva da obra (guardadas as devidas proporções, quase como se Shakespeare escrevesse um Hamlet com poderes cósmicos!)

Mas o texto de Lee é apenas uma parte do que torna essa história legal. O francês Moebius empresta seu talento, e consegue deixar uma ambientação fantasiosa composta por pastores humanos picaretas e alienigenas gigantes ou prateados críveis. A narrativa que o desenho imprime te leva para aquele mundo, que o leitor não duvida que é a Terra, mas ao mesmo tempo não é apenas uma representação desta.

A caracterização dos personagens principais é excelente, e sua visão para o protagonista não deixa nada a dever a de Jack Kirby e Joe Buscema, que trabalharam o Surfista Prateado anteriormente. Nesta trama, é como se o Surfista não voasse cortando o ar, mas planando na prancha ( e ele ficou ainda mais parecido com um oscar). o resultado do trabalho do artista é algo bem diferente, mais do que se ele unicamente tivesse adaptado seu estilo ao dos artistas americanos- é como se ele desse sua visão destes, modificando um pouco seu traço usual e usando cores chapadas.

Podemos dizer que “Parábola” trata de temas que são inerentes à nossa própria condição, e por isso mesmo torna-se atemporal, uma daquelas coisas para lermos e refletirmos  sempre.

atualiando; assim que postei o texto, vi no universo hq uma resenha bacana sobre a obra em forma de poema, que captura um aspecto bem interessante desta hq! Confiram lá 🙂

Chaos War: Thor e J.M Dematteis

Enfim, depois de um longo e tenebroso inverno, um post novo no blog.

E, em uma notícia interessante, no meio da profusão de lançamentos de seu novo mega-evento, Chaos war, teremos uma mini-série relacionada com o Thor. Em Chaos War: Thor, o deus do trovão enfrenta Glory, a personificação de todo um panteão de deuses de uma raça envolvida em uma guerra sem fim, e que o adora.Olha a promissora capa de Tommy Lee Edwards:

O que parece legal aqui é essa retomada do lado cósmico de Thor, que era uma das coisas mais interessantes nas histórias originais de Lee e Kirby. O Thor encontrava deuses de outros povos, aliens, máquinas e por ai vai, de um jeito que não parecia forçado; tudo acontecia de forma muito natural e coesa.  E mais legal ainda que quem escreve a história é J.M.DeMatteis, que fez a clássica “a última caçada de Kraven” com o Homem-Aranha, além de outras HQs legais com o personagem, que saíram por aqui no começo dos anos 90( ele também escreveu a injustiçada “Moonshadow” que será trazida de volta num Delorean em breve). Sobre “a última caçada de Kraven”, o curioso é que o autor a escreveu para ser uma história do Batman contra o Coringa, mas na época a DC já havia sido apresentada a uma trama similar, que também lidava com a sanidade dos personagens: “ A piada mortal”. E a editora optou por lançar a hq do inglês Alan Moore.  Depois, DeMatteis acabou lançando sua história, que foi publicada aqui em Contos de Batman: de volta a sanidade, em que o Coringa recupera a razão após pensar que matou o morcego.

Hoje,ele também escreve livros de fantasia, como Imaginallis. Veja o que ele disse sobre o Thor em seu blog.

Vi a noticia  sobre Chaos War no hqmaniacs.