Interestelar- uma hq.

interestelar

Olha que legal: uma hq que serve de prólogo para “Interestelar”, ficção cientifica atualmente em cartaz, está disponível para leitura online (em Inglês). O roteiro é do diretor do longa, Christopher Nolan, e os desenhos são de um artista que gosto bastante, Sean Gordon Murphy ( que já desenhou Batman, Constantine e outros personagens bacanas).

Continuar lendo

Top 10 filmes favoritos da Poltrona!

Bom, antes de mais nada, deixei de fora grandes sagas cinematográficas que estariam na lista. Star Wars, De volta para o futuro e O poderoso chefão estão entre meus filmes favoritos, mas aqui os desconsiderei em prol de algo diferente- essas sagas já aparecem em todas as listas, hehe. Alguns deles já foram  falados no blog, para ver , basta clicar no titulo. Continuar lendo

La jetée.

Muitos não sabem, mas o ótimo “os 12 macacos” dirigido por Terry Gilliam e protagonizado por Bruce Willis foi inspirado num curta francês  de 1962 inteiramente em foto-montagens, “La Jetée”. O curta mostra um homem em uma  Terra pós 3°guerra mundial jogado no fluxo do tempo com o objetivo de descobrir a solução para os problemas do mundo. Dirigido por Chris Marker, vale a pena conferir:

Livro- Os próprios deuses

A primeira critica de um livro aqui no blog. E é bom começar com um escrito por Isaac Asimov…

Lançado este ano pela editora Aleph (não queria fazer propaganda, mas a editora esta lançando vários clássicos da ficção cientifíca que valem a pena), a obra mostra  a raça humana entrando em contato com seres de outra dimensão. Deste contato, resulta a bomba de elétrons, engenho que se torna uma fonte de energia infinita e quase de graça. Isso modifica a vida na Terra, e o suposto descobridor da bomba, Frederick Hallam, se torna um herói mundial.

O livro é dividido em três partes. Na primeira, passadas algumas décadas à invenção da bomba, outro cientista, Peter Lamont, resolve registrar em uma narrativa todo o processo que levou a revolução da tecnologia e na vida da Terra. Mas Lamont esbarra em pontos confusos. Alguns detalhes foram apagados, pessoas que estiveram presentes na época não querem falar, e pessoas que poderiam dizer algo contra Hallam foram largamente desacreditadas e caladas.

Peter então tenta descobrir o por quê, e percebe que a bomba pode ser mais perigosa do que aparenta.

A segunda parte é a mais fantasiosa. Nela, acompanhamos a vida no Para-Universo, que possui leis e formas de vida diferentes daquelas existentes aqui. Não é legal descrever como são os seres deste universo, e nem como sua sociedade se organiza, porque parte da diversão é ler este trecho e ir entendendo aos poucos como aquele mundo é fantástico. Mas Asimov faz um trabalho incrível ao descrever formas de vida diferentes da nossa em detalhes de forma que te transporte para aquela dimensão.

Na terceira parte, acompanhamos Ben Denison e seus experimentos na lua, tentando provar as hipoteses de Lamont acerca das falhas da bomba de elétrons e apresentar uma solução para o problema. E é muito legal ter uma noção de como seria viver na Lua,experiência  que Asimov descreve de forma instigante mostrando os prós e os contras.

Sobre o autor, “o figura” acima. Isaac Asimov possuia conhecimentos cientificos profundos, e isso fica claro no livro: tudo é extremamente bem embasado e explicado,  de forma clara, os conceitos são apresentados de forma simples. Mas o que chama atenção é a maneira como a humanidade é mostrada, que reflete as crenças do próprio autor. Asimov é um entusiasta da capacidade humana de aprender, descobrir e desenvolver; enfim, evoluir por suas próprias pernas. E escreveu vários livros teóricos sobre ciências ( indico o excelente ” A cronologia das ciências e das descobertas”). Mas ao mesmo tempo, o autor também é ciente de tudo que o ser humano pode ser de pior, movendo-se por egoísmo, mesquinharia e interesse próprio.Como aquela frase de Albert Eisntein:

” A liberação do poder do átomo mudou tudo exceto nosso modo de pensar… A solução para esse problema reside no coração da humanidade. Se eu soubesse disso, teria me tornado um relojoeiro”

O que move a trama toda de “Os próprios deuses” é justamente essa relação entre o pior e o melhor da humanidade. Por exemplo: Hallam chega a bomba de elétrons apenas porque estava decidido a revidar uma desfeita de um cientista rival, Ben Denison. E mesmo os propósitos nobres de Peter Lamont ao tentar expor o perigo que a bomba de elétrons representa para a própria existência do Universo revelam-se não tão nobres quando o personagem se lamenta, na primeira parte do livro ao ter sua teoria rejeitada: ” o mundo vai acabar e ninguém vai saber que eu tinha razão”.

Assim, o livro funciona intercalando caracteristícas da nossa própria existência e modo de ser positivas e negativas. Por mais fantástica e fantasiosa que seja essa obra de ficção-cientifíca, ela também é demasiado humana; reconhecível para qualquer pessoa.

Altamente recomendado.