E agora?

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Agora Marvel e DC, como fazem todos os anos, tentam se renovar nas suas próximas grandes sagas, Convergence e Secret Wars. Mas desta vez há mesmo alguns elementos animadores que podem significar realmente uma renovação. Como o assunto é legal, reuni ( de uma forma meio picareta, ao estilo Ctrl C+Ctrl V) alguns comentários que fiz em conversas pela internet para falar um pouco do assunto. Continuar lendo

Marvel e os Titãs.

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Opa, será que é sério isso? O universo Marvel vai colidir com o do mangá “Ataque de titãs”? Segundo o Twitter do editor C.B Cebulski, da Marvel, é isso mesmo.Este é um crossover no minimo inusitado, e embora eu não goste deste mangá em particular, e sendo verdade ou não,a iniciativa faz a gente pensar:

Quais encontros de quadrinhos do ocidente e do oriente poderiam resultar em histórias divertidas ( Superman X Goku não vale hein!) ?

Talvez um “Homem de Ferro e Fullmetal Alchemist” ? Ou então quem sabe um… “Batman e Death Note” !!!
São muitas opções, e na dúvida, para justificar o encontro, só colocar a culpa no “universo paralelo”! Alegria nerd não precisa de muita explicação 🙂

Marvels e a arte.

Originalmente publicado na página da RPHQ no facebook.

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Já há meses atrás, no dia 20/05/2014, aconteceu um bate-papo muito legal sobre quadrinhos de super-heróis na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi em Ribeirão Preto, mediado pelo Amalio Damas, Pablo Lopes e o Cordeiro de Sá. A conversa foi do aspecto mais fantasioso do gênero até a sua importância em termos culturais e históricos.

Depois do debate, fiquei tentando, num exercício meio maluco, resumir toda aquela conversa em uma única imagem,um único quadrinho Super-Heróico, e acabei por chegar nesta presente no texto. A fantástica representação do personagem Phil Sheldon fotografando o Gigante feita por Alex Ross na série Marvels. Continuar lendo

Aniversário do rei.

Não, claro que não é o Pelé. Nem o Roberto Carlos ou o Elvis.

Hoje, Jack Kirby, o rei dos quadrinhos, completaria 94 anos se ainda estivesse vivo. Kirby é o responsável pela criação de vários personagens que estão por ai fazendo sucesso até hoje, como Capitão América, Thor, X-men, Darkseid e outros. O próprio nome deste blog é inspirado na cadeira que Metron, personagem dos Novos Deuses de Kirby usa para singrar o continuum espaço-tempo.

uma versão minimalista da poltrona no traço de kirby:

Por isso gostaria de ter escrito mais sobre o autor aqui (sem ele, provavelmente esse blog nem existiria e eu levaria uma existência diferente, talvez como um jogador de futebol milionário, rs)mas o tempo foi curto. Mesmo assim, 28 de Agosto é quase o dia do padroeiro do blog, e não dá pra deixar passar batido 🙂   Jack Kirby faleceu em 6 de fevereiro de 1994, em decorrência de um ataque cardíaco.

Aproveite o dia de hoje para ler (ou reler) os textos da Poltrona sobre algumas criações do rei:

As homenagens ao Rei

Capitão América: o super-soldado de Lee e Kirby

Thor: o deus do trovão de Stan Lee e Jack Kirby

Além disso, é altamente recomendável a leitura da revista “mundo dos super-heróis” n° 25, com um dossiê sobre o autor.

Seleção de textos do Capitão América.

Agora que a Poltrona publicou a resenha do Capitão América, destaco outros textos que foram publicados sobre o personagem aqui no Blog:

Capitão América: o super-soldado de Joe Simon e Jack Kirby

Capitão América 178(1994, da editora abril)

Capitão América- Truth

Capitão América – A escolha

Capitão América- o primeiro vingador (review)

e confira também os trailers do filme:

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Capitão América- O primeiro vingador.

Post ultra-atrasado! Finalmente criei coragem e arranjei tempo para escrever sobre o ultimo filme de herói Marvel a estreiar esse ano. E essa era uma das apostas mais arriscadas de adaptação que chegaram as telas em 2011. A escolha do ator para o papel principal fez muitos fãs torcerem o nariz, e havia muita coisa que a produção poderia se tornar: um filme carregado de patriotismo, ou uma versão marvel de “G.i.Joe”, ou pior ainda, tudo isso junto.  Teve gente reclamando que o tom das imagens não parecia sério nem realista o bastante,  e que não lembrava em nada  “O resgate do soldado Ryan” e outros dramas de Segunda-Guerra.Ao contrário;o diretor Joe Johnston comparava o tom do filme ao de aventura de Indiana Jones e os caçadores da arca perdida- o que devo admitir, me agradava desde o começo, ainda mais quando já era sabido que a trama traria o Caveira Vermelha usando o o cubo cósmico. Além disso, o filme deveria estar contextualizado com os outros filmes da Marvel, visando o vindouro filme dos Vingadores. Muita coisa para equacionar.

Mas não é que o resultado foi bom?

A história segue fielmente a origem do personagem nas hqs, com poucas alterações. Steve Rogers é voluntário para uma experiência revolucionária do exército e se torna o Capitão América. Porém, um espião nazista assassina o criador do soro do supersoldado, que leva a fórmula para o túmulo.

O interessante é que no filme o Capitão e seus aliados parecem enfrentar uma guerra secreta dentro da segunda-guerra: O caveira vermelha encontra num antigo quadro o cubo cósmico, um artefato do tesouro de Odin que possui propriedades misteriosas( Se nos quadrinhos ele era um experimento da IMA capaz de alterar a realidade, aqui suas capacidades não são demonstradas além de uma incrível fonte de energia).A partir dai, o vilão transforma a Hydra, na história o grupo de ciências avançadas de Hitler, em uma tropa à parte dos nazistas, ainda que mantenha os objetivos.

Mas o filme se sai bem ao colocar todo o foco da história em seu protagonista. A trama se esforça para mostrar que o personagem é o o mesmo sujeito bem-intencionado e com vontade de ajudar durante todo o filme.  E graças à mão segura do diretor e da surpresa que foi o ator principal, o feito aparentemente simples, mas que muitos ignoram e subestimam, foi conseguido: um filme de aventura divertido que não ofende quem está assistindo, sem erros. Chris Evans convenceu muito bem como Steve Rogers, tanto antes quanto depois da sua transformação (alias, os efeitos que usaram para encolher o ator ficaram incríveis). Vale dizer que o elenco como um todo está muito bom: Stanley Tucci confere um tom humano ao inventor do soro, o Dr. Abraham Erskine;o consagrado Tommy Lee Jones acabou ficando com o alivio cômico, meio no piloto automático mas mesmo assim competente. A mocinha Peggy Carter, interpretada por Halley Atwell também funciona legal no filme. O romance dos personagens é bem trabalhado, sem aquela correria toda que acabou sendo o ponto fraco de Thor. Hugo Weaving, o bom e velho agente Smith, interpreta o nêmesis do Capitão América, o Caveira Vermelha. O Caveira é, digamos assim, um “vilão mau como um pica-pau”, rs. O cara que quer poder para dominar o mundo, sem nenhuma outra motivação mais complexa, como o ciúme e a inveja de Loki, do já citado Thor,ou a vontade de se vingar do Whiplash de Homem de Ferro2, por exemplo.

 O visual é muito bacana. A fotografia confere ao filme um tom de antigo, e o design do maquinário da hydra tem todo clima de ficção retrô dos anos 40. Toda essa mistura funciona e entrega aquele que talvez seja o filme da Marvel com mais cara de “super-herói” mesmo. Tem várias referências aos quadrinhos( se prestar atenção, naquela feira de ciências do começo dá pra ver o protótipo do Tocha Humana original numa vitrine!).Além desses elementos meio escondidos, há questões cruciais na história, como o envolvimento de Howard Stark, pai de Tony Stark, no processo de criação do super-soldado e na trama como um todo.

E como sempre, não saia antes dos créditos para não perder a cena extra de “Vingadores”.

Como ponto fraco da produção, dá pra citar a resolução rápida do conflito no final, apressada. Mesmo assim, nada que atrapalhe a diversão.

 Li alguns textos sobre o filme que considerei equivocados, reclamando do tom ingênuo da produção, qualificando “Capitão América- o primeiro vingador” como um retrocesso na recente leva de filmes de super-herói. Afinal, é mesmo tudo preto e branco: sabemos desde o começo quem é o mocinho e quem é o bandido. Entretanto, falta a estes textos a leitura que o filme faz das hqs de super-heróis da Era de Ouro e as próprias histórias pulp que eram mania na época. Com certeza não bate com a noção de super-herói atual, sombria,realista e complexada, mesmo se comparado aos ultimos filmes da Marvel, que procuram adotar um tom leve. Steve Rogers é tão altruísta que ele não se torna um herói para se redimir, como Homem-de-ferro ou Thor, ou por acidente como o Hulk. Mas sim por necessidade e por escolha própria. O que quero ressaltar é que o filme carrega em si o dna que originou o gênero, a vontade de resolver problemas e sonhar com uma situação melhor. Se as atuais aventuras do gênero sempre trazem um certo tom de melancolia ao tentar se manter fiéis a realidade e apresentar uma certa desesperança, o filme do Capitão vai em sentido contrário, pagando tributo as primeiras histórias do gênero. Como o mestre dos mestres  Will Eisner disse uma vez,” para problemas insolúveis, soluções impossíveis”.Então, se você ainda não o fez, assista o Capitão América sem preconceito e divirta-se.