Novos pôsters de Vingadores.

Nem é nada muito diferente do comum, mas como os Vingadores é o filme-evento do ano que vem, valia a pena colocar por aqui.

Destaque para o Loki diretamente saido das 12 casas e para o uniforme do Capitão América, bastante inferior ao do seu filme solo. Além disso, o melhor efeito especial do filme é a Scarlett Johansson 🙂

Thor-review

É isso aí, finalmente o filme do deus do trovão estreiou aqui no Brasil, uma semana antes dos EUA. Vou dividir o texto em duas partes, para tentar ser claro.

Parte 1: É bom…

De cara o filme já resolve uma das coisas que era mais trabalhosa: a questão dos asgardianos, e como seria trabalhada a sua “divindade”. Na história,a idéia é a mesma de “eram os deuses astronautas”. Odin(Anthony Hopkins, a personificação idêntica do “pai-de-todos” dos quadrinhos) explica que eles são habitantes de Asgard, um dos nove mundos, que séculos atrás vieram para a Terra proteger o povo daqui contra os gigantes de gelo de Jottunheim, outro dos nove mundos. Aqui foram confundidos com deuses. O legal é que isso é feito sem reduzir os poderes de Odin e companhia à ciência incompreendida. É ciência e magia juntas, conservando aquela aura legal dos quadrinhos e deixando tudo num nível cósmico.

Depois passamos a acompanhar um arrogante Thor prestes a ser coroado rei, no lugar de seu pai Odin. O pai-de-todos necessita dormir o “sono de Odin”, período em que recobra seus poderes, mas deixa Asgard indefesa.

 

Acontece que o deus do trovão é do tipo que responde à provocações quebrando tudo com o martelo, e por causa disso as coisas dão errado e Thor acaba provocando uma nova guerra contra os gigantes de gelo. Odin então exila seu filho sem poderes na Terra, onde ele deverá perceber o peso de suas ações e se tornar mais humilde.A cena do exilio e a discussão de pai e filho é ótima,um momento muito humano que aproxima os personagens dos espectadores. Thor passa a conviver com os terrestres Jane Foster(Natalie Portman), Darcy (Kat Dennings) e professor Selvig( Stellan Skarsgard). Ele precisa encontrar o Mijolnir, seu martelo, e, se for digno, erguê-lo,para recuperar seus poderes em uma referência estilo “Excalibur”.

Tudo segue a arquetipica cartilha da jornada do herói de Joseph Campbell,e nesse sentido a história é bem simples e em momento algum tenta ser mais do que de fato é. Apenas o crescimento de alguém arrogante que passa a perceber o mundo a sua volta.

Loki, tinhoso,acaba descobrindo sua verdadeira origem e  assume o trono de Asgard e trama para eliminar seu irmão de criação. Vale destacar que Tom Hidlleston interpeta muito bem o personagem, de um jeito que em um momento especifíco você quase torce por ele- graças a tal da empatia…

Nenhum ator chega a comprometer, mas além do destaque de Hidlleston como Loki, Chris Hemsworth também se sai muito bem como protagonista, dando vida a um cara babaca mas que consegue não ser considerado máu-caráter pelo espectador.Apesar de toda a controvérsia quanto a ter um personagem asgardiano negro, a questão passa, felizmente, batida no filme. Heimdall, o sentinela de Asgard, é até mais interessante do que a versão dos quadrinhos. Se no meio original ele é um porteiro, na versão para o cinema ele é o “segurança da boate”, o cara que te põe pra fora na marra se você aprontar.  Ele se destaca mais do que os 3 guerreiros e lady Sif, que aparecem muito pouco na trama (ainda sim , são personagens que podem crescer muito em uma continuação.) As batalhas também ficaram bem realizadas, embora a proximidade que o diretor coloque as câmeras não seja a melhor,porque deixa os personagens sempre em primeiro plano e perde alguns detalhes.

o visual

O diretor Kenneth Branagh se saiu bem na construção de Asgard, ao aproximar o visual dos desesnhos originais de Jack Kirby- claro que se a maioria das pessoas esperar algo mais “nórdico” vai estranhar ou até achar brega pra caramba.

Quando o filme foi anunciado, inicialmente imaginei que visualmente tenderia a uma espécie de “senhor dos anéis”, ou então algo que se aproximasse de uma mistura de “fúria de titãs” com “hellboy e o exército dourado”, mas é ótimo que a produção se manteve fiel às representações originais das hqs. O Destruidor está exatamente igual!

Há muitos detalhes que não são perceptíveis, coisas para aqueles que são mais fãs ficarem procurando, como na sala dos troféus de Odin, onde além de estar a caixa dos invernos antigos, tomada dos gigantes no início do filme, também encontram-se outros artefatos do universo marvel, como a manopla do infinito, que eu não consegui perceber, e o olho de warlock (menos ainda).O resultado final ficou bom, melhor do que o esperado, principalmente no caso da ponte do arco-íris, a Bifrost:

Parte 2: Mas poderia ser melhor!!!

O filme não possui grandes furos no roteiro, contando uma história coesa que se alterna para mostrar o que acontece em Asgard e na Terra. É muito provável que alguns critiquem a mudança de atitude Thor, que parece abrupta.Mas ela se deve a dois acontecimentos que realmente teriam impacto sobre qualquer pessoa, ainda mais que no caso, apesar do protagonista ser arrogante e convencido, ele nunca é mostrado como uma má-pessoa, ao contrário, é alguém que possui o respeito e a admiração de todos que o cercam, despertando a inveja em Loki.A solução não é tão diferente quanto a de “Homem-Aranha” quando Peter Parker ignora o mantra sagrado “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e causa a morte de seu tio Ben.

Porém , a história como um todo se desenvolve muito rápido, e algumas coisas ficam atropeladas, principalmente as cenas e os personagens que se passam na Terra. O romance entre Thor e Jane Foster acontece num piscar de olhos, de uma hora para a outra eles se apaixonam irremediavelmente a ponto dele desejar viver na Terra(já até me chamaram de amargo por pensar isso, rsrsrsr). A história perde muito do brilho ao não caracterizar bem os personagens da Terra, principalmente quando comparados com a intrincada relação de amor, ciume e inveja que rodeia Thor, Loki e Odin, de longe o ponto mais interessante do filme.

Isso é o mais frustrante, se tivesse por volta de vinte minutos a mais, o filme poderia ser realmente incrível. Como está, é um bom divertimento, mas nada muito inesquecível.

E a trilha sonora não acerta em momento algum, é impressionante. No máximo, fica menos perceptível.

Considerações

O filme é também mais um passo, e bem grande, do marvel studios  para adaptar seu universo de personagens para o cinema. o interessante, é que “Thor” amplia para o lado da fantasia,sem se preocupar em tornar as coisas realistas com pseudo-explicações cientifícas como em Homem-de-ferro e Hulk.E só por isso, por ir contra a corrente estabelecida pelas visões mais realistas que se tornaram padrão após os “Batman” de christopher Nolan (não estou criticando os filmes) , a Marvel já merece crédito-do lado da DC, Lanterna Verde também deve seguir na mesma toada, voltado mais para a fantasia.

Também é mais um passo em direção ao filme dos Vingadores, que juntará todos esses super-heróis (e o Capitão América)  em uma mesma produção. Por isso, a shield tem mais uma vez papel importante, além de menções a acontecimentos e personagens de homem-de-ferro e hulk, e a participação especial do Gavião Arqueiro (vivido por Jeremy Renner, pelo pouco que apareceu parece uma escolha acertada, todo o cinismo e cara-de-pau de Clint Barton está ali). Mas o filme se sustenta sem ser apenas preludio para os Vingadores , deixando ainda muito material para uma continuação (caso aconteça…). É um filme de origem.

Um bom divertimento, mas poderia ser um filme bem melhor, e nem faltou tanto para isso. deve agradar os fãs de Thor, mas não sei quanto aos outros espectadores.  A  sensação que tive foi de ler uma edição de “superaventuras marvel”, o que não é um demérito. valeu a pena 🙂

 

Loki

Dentre todas as histórias de Thor, vale a pena destacar essa pequena obra-prima de Robert Rodi e Esad Ribic, publicada pela Panini em forma de mini-série há alguns anos atrás, e depois em uma edição encadernada em capa-dura. Em Loki, os autores jogam luz sobre as verdadeiras angústias do irmão adotivo do deus do trovão, e um dos mais interessantes vilões do universo marvel.

A história já começa num ponto surpreendente, com Thor ajoelhado aos pés do vilão. Após séculos tentando, finalmente ele conquistou Asgard, o reino eterno. Mas o que deveria ser só festa acaba revelando o horror de simplesmente não saber o que fazer depois de conseguir  o que se quer. Passamos então a acompanhar o personagem lidando com as cobranças daqueles que o ajudaram durante o combate contra os Asgardianos.Alguns querem terras, Hela deseja a alma de Thor, perguntando quando se dará a execução…

Fugindo dessas enfadonhas situações, Loki passeia pelas masmorras buscando finalmente confrontar seu irmão e seus aliados com a postura de quem olha de cima, vitorioso. E é aqui que a trama começa a ficar realmente interessante. Entre flashbacks, enquanto o vilão encontra seus prisoneiros (lady sif, Balder…),vemos que ele cresceu como um pária na cidade dourada, após ser adotado por Odin, que matou o pai de Loki em combate. Robert Rodi é extremamente preciso ao descrever de maneira simples os sentimentos dele: inveja, cobiça, abandono, solidão…E entendemos como ele inverteu tudo o que aconteceu com ele por causa desses sentimentos negativos, chegando ao ponto de acusar Odin de adotá-lo simplesmente porque alguém “defeituoso” como ele enalteceria a natureza nobre de Thor.

Depois do encontro com Balder, Loki passa a questionar o dominio que ele possui sobre seu próprio destino.Balder viajou por vários universos, onde encontrou versões diferentes de seus companheiros Asgardianos (explicando assim as diferenças que ocorrem entre as várias versões da mitologia). E que em todas elas Loki era o trapaceiro, o vilão, mas nunca o rei de Asgard.

Loki resolve construir seu próprio destino, mas para isso é necessário que ele entenda a si próprio…

O roteiro de Rodi é simples, mas bem conciso, reforçado pelos incriveis desenhos de Esad Ribic. Sua representação grotesca de Loki( com os dentes podres, os olhos grandes…) é uma das melhores. Aqui sim Asgard fica um pouco mais próxima de uma terra Viking, mas sem perder o aspecto fantasioso de uma ilha que flutua em outra dimensão.

A obra tem aquela dimensão trágica shakesperiana que casa bem com o universo fantástico de Thor, mostrando que as vezes o destino é simplesmente caprichoso…

a históia foi recentemente adaptada em uma animação, da qual falei aqui.

Thor-trailers dublados

Antes do filme, confira, a titulo de curiosidade, os trailers dublados em português e francês de Thor.

A dublagem brasileira é muito boa, e não é segredo que é considerada por muitos a melhor do mundo. O problema é que prefiro ver filmes no idioma original, pela atuação dos atores mesmo(já animações, escolho a versão dublada sem pensar duas vezes!).Gostei desta, só acho que o Thor precisava ter uma voz mais grave.

A versão francesa conta com uma montagem diferente, que pega cenas dos dois trailers liberados. Aqui, a dublagem conferiu ao deus do trovão uma voz meio rude, porém um pouco mais arrogante e esnobe. Mas é engraçado: parece que a qualquer momento o Asterix vai passar correndo atrás do Odin…

uma animação para Loki

Olha que legal! A marvel vai lançar uma animação baseada naquela mini-série bacana do Loki(criada por Robert Rodi e Esad Ribic, em breve vou colocar uma resenha aqui)! Já publicada no Brasil duas vezes, a história conta o que acontece quando Loki finalmente derrota Thor e os outros deuses:

O visual da animação é igual aos desenhos do artista da hq, Esad Ribic, o que é fantástico. Também me deu vontade de ver animações nessa linha adaptando histórias do Alex Ross, como “Marvels” e “Reino do amanhã”.

A animação vai sair em 4 partes para download no itunes, xbox live e playstation network.

Vi no bleeding cool