Constantine e a Membrana Mucosa.

mucous membrane

Já tinha falado desse assunto aqui no blog, mas como estreou recentemente a série do Constantine, anti-herói dos quadrinhos na TV, vale mostrar de novo. A série é até bacana, embora seja mais próxima da versão mais recente do personagem nos novos 52 da DC Comics, do que à versão já clássica do selo Vertigo.

Pensando em toda a mitologia que o personagem tinha naqueles primeiros anos, na década de 80, lembrei do fato de que John Constantine havia sido membro de uma banda Punk durante sua juventude, a Mucous Membrane.
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Hellblazer origens vol1: Pecados originais.

O horror urbano sujo de John Constantine, como narrado por Jamie Delano, é tão politicamente afiado, tem a mesma malícia das ruas e é tão divertido quanto da primeira vez que foi publicado. Se você já parou pra se perguntar de onde os yuppies realmente vieram, ou o jeito certo de se falar com zumbis, é melhor ler esta edição.”

É assim que Neil Gaiman (um dos caras mais fodas do mundo) descreve as primeiras histórias de Constantine na edição lançada ano passado pela Panini. E é uma descrição acurada. Continuar lendo

clipe de Venus of the Hardsell, do Membrana Mucosa!

Tá, na verdade vale mais pela curiosidade. Quem acompanhou as primeiras hqs do John Costantine, da DC/Vertigo, sabe que o personagem tinha uma banda punk chamada Membrana Mucosa.e seu maior hit era Venus of the Hardsell, executada aqui por uma banda chamada Spiderlegs, desconhecida pra mim. O video usa imagens da hq onde a música apareceu a primeira vez,numa trama escrita por Jamie Delano:

Vertigo 09

A primeira revista Vertigo sobre a qual escrevo aqui. Primeiro, falemos do mix, uma forma de publicação entranhada na forma de se editar quadrinhos no Brasil. Já vi muita gente dizer que preferiria que os titulos que compõe as revistas de maneira geral fossem publicadas individualmente. Na minha opinião pessoal, sou a favor da publicação de quadrinhos na forma de revistas de antologia, como sempre foi feito por aqui. Essa forma viabiliza a publicação de histórias que poderiam nunca sair por aqui, ou ainda, sairiam na forma de encadernados custando o nariz da cara. Um exemplo: não fossem os ótimos titulos que foram publicados na extinta Pixel Magazine nunca teria conhecido o excelente Planetary, de Warren ellis. Já tinha sido lançado pela Devir, mas na época não me arrisquei a comprar por causa do preço e por ser um titulo desconhecido. Era para mim apenas um “ouvi falar bem desse gibi que tem uns desenhos legais”. Hoje, é uma das minhas hqs favoritas.

Dito isso, vamos à revista em si. Neste número, temos:

Hellblazer-flores negras

Escalpo- Uma nação do ente do trovão eu sou.

Lugar nenhum(último capítulo)

a casa dos mistérios- Um dia a casa cai

Vikings-Lindsfarne ( em duas partes)

As aventuras do Constantine estão legais, John lida com uma possessão em massa relacionada à mitologia celta- é mais ou menos isso… Argumento de Mike carey, desenhos bons de Lee Bermejo. Mas por enquanto não dá pra sacar se Carey quer chegar a algum lugar. Gosto de  histórias simples e bem escritas, mas como o autor tem alimentado uma aura de mistério e de que tem algo por trás de tudo, cria uma certa expectativa. Uma hora vai acabar cansando, e a impressão é de que seria até melhor se Constantine fosse publicado não mensalmente, mas quando tivessem  uma história legal pra contar, tipo o Mignolla faz com o Hellboy. quer dizer, considerando que todas as séries da Vertigo parecem ter começo, meio e fim.

Mas os “pastores dos mortos” que aparecem na trama, são muito legais.

Lugar Nenhum,também de Mike Carey, chega ao fim, baseada na obra de Neil gaiman. É possível perceber que tem elementos muito legais; os personagens, diálogos, a questão dos não-lugares que compõe um reino mágico. Mas a forma que Carey dá a narrativa não funciona tão bem quanto o original de Gaiman. O resultado é uma história até legal, mas meio “chocha”.

A casa dos mistérios é uma grande viagem, em que acompanhamos os personagens, como Fig, que mantém uma relação misteriosa com a casa que Caim ( de Sandman) perdeu. Legal, esperava um spin-off picareta de Sandman e encontrei uma história que se sustenta sozinha.

ha ha. nada a declarar.

Deixei para o final os capitulos de Escalpo e Vikings.  Na primeira, conhecemos um pouco mais sobre o Apanhador, um dos personagens mais interessantes da trama.  Um indio bêbado erudito , educado fora de uma reserva, que aparentemente pode ver os totens animais das pessoas. Três grandes momentos saem disso: Quando o Apanhador olha para Lincoln Corvo Vermelho; para a vovó Urso Pobre; e para um espelho. O Apanhador também tem visões, que são mais do que ele parece ser capaz de suportar. Minha série favorita na revista até agora, com o roteiro excepcional de Jason Aaron realçado pela arte soturna de R.M Guerra.

Vikings apresenta um novo arco, sobre a chegada dos Vikings a Lindsfarne,um dos lugares mais sagrados do Cristianismo na Inglaterra.

Tem alguns pontos em comum com Escalpo. O protagonista da trama,Edwin( um garotinho maltratado pelo pai,  que acredita lutar por Deus), sente-se  oprimido pela crença dominante cristã a sua volta, se voltando para as crenças originais de seu povo em busca de salvação. Em Escalpo, o Apanhador também apresenta durante a trama elementos da fé dos indios, e os usa para contrapor com as coisas em que os “brancos” acreditam, como os problemas do homem terem sido causados por uma serpente, uma maçã e um demônio. Mas se em Escalpo, essa apresentação de idéias de diferentes religiões funcionam  para mostrar a descrença do Apanhador nos homens, em Vikings funciona para deixar o final mais impactante e aumentar a vontade de ler o próximo capitulo.

Escalpo e Vikings

Na próxima edição tem a estréia de Vampiro Americano, de Stephen King.