Novos pôsters de Vingadores.

Nem é nada muito diferente do comum, mas como os Vingadores é o filme-evento do ano que vem, valia a pena colocar por aqui.

Destaque para o Loki diretamente saido das 12 casas e para o uniforme do Capitão América, bastante inferior ao do seu filme solo. Além disso, o melhor efeito especial do filme é a Scarlett Johansson 🙂

avengers assemble…

Nos EUA está acontecendo a tradicional San Diego Comic Con, e claro que a marvel studios não ia perder a oportunidade de divulgar “os Vingadores”, filme-evento que vem sendo construído desde 2008, com o lançamento do primeiro Homem-de-Ferro. liberaram vários posters com ilustrações dos personagens, que reunidos formam um da equipe toda(clique para ampliar):

Por mais que os filmes tenham problemas, não tem como quem leu gibis da marvel quando criança não empolgar. é isso aí, semana que vem estréia capitão américa, o ultimo filme antes de Vingadores, que estréia ano que vem.

Thor-review

É isso aí, finalmente o filme do deus do trovão estreiou aqui no Brasil, uma semana antes dos EUA. Vou dividir o texto em duas partes, para tentar ser claro.

Parte 1: É bom…

De cara o filme já resolve uma das coisas que era mais trabalhosa: a questão dos asgardianos, e como seria trabalhada a sua “divindade”. Na história,a idéia é a mesma de “eram os deuses astronautas”. Odin(Anthony Hopkins, a personificação idêntica do “pai-de-todos” dos quadrinhos) explica que eles são habitantes de Asgard, um dos nove mundos, que séculos atrás vieram para a Terra proteger o povo daqui contra os gigantes de gelo de Jottunheim, outro dos nove mundos. Aqui foram confundidos com deuses. O legal é que isso é feito sem reduzir os poderes de Odin e companhia à ciência incompreendida. É ciência e magia juntas, conservando aquela aura legal dos quadrinhos e deixando tudo num nível cósmico.

Depois passamos a acompanhar um arrogante Thor prestes a ser coroado rei, no lugar de seu pai Odin. O pai-de-todos necessita dormir o “sono de Odin”, período em que recobra seus poderes, mas deixa Asgard indefesa.

 

Acontece que o deus do trovão é do tipo que responde à provocações quebrando tudo com o martelo, e por causa disso as coisas dão errado e Thor acaba provocando uma nova guerra contra os gigantes de gelo. Odin então exila seu filho sem poderes na Terra, onde ele deverá perceber o peso de suas ações e se tornar mais humilde.A cena do exilio e a discussão de pai e filho é ótima,um momento muito humano que aproxima os personagens dos espectadores. Thor passa a conviver com os terrestres Jane Foster(Natalie Portman), Darcy (Kat Dennings) e professor Selvig( Stellan Skarsgard). Ele precisa encontrar o Mijolnir, seu martelo, e, se for digno, erguê-lo,para recuperar seus poderes em uma referência estilo “Excalibur”.

Tudo segue a arquetipica cartilha da jornada do herói de Joseph Campbell,e nesse sentido a história é bem simples e em momento algum tenta ser mais do que de fato é. Apenas o crescimento de alguém arrogante que passa a perceber o mundo a sua volta.

Loki, tinhoso,acaba descobrindo sua verdadeira origem e  assume o trono de Asgard e trama para eliminar seu irmão de criação. Vale destacar que Tom Hidlleston interpeta muito bem o personagem, de um jeito que em um momento especifíco você quase torce por ele- graças a tal da empatia…

Nenhum ator chega a comprometer, mas além do destaque de Hidlleston como Loki, Chris Hemsworth também se sai muito bem como protagonista, dando vida a um cara babaca mas que consegue não ser considerado máu-caráter pelo espectador.Apesar de toda a controvérsia quanto a ter um personagem asgardiano negro, a questão passa, felizmente, batida no filme. Heimdall, o sentinela de Asgard, é até mais interessante do que a versão dos quadrinhos. Se no meio original ele é um porteiro, na versão para o cinema ele é o “segurança da boate”, o cara que te põe pra fora na marra se você aprontar.  Ele se destaca mais do que os 3 guerreiros e lady Sif, que aparecem muito pouco na trama (ainda sim , são personagens que podem crescer muito em uma continuação.) As batalhas também ficaram bem realizadas, embora a proximidade que o diretor coloque as câmeras não seja a melhor,porque deixa os personagens sempre em primeiro plano e perde alguns detalhes.

o visual

O diretor Kenneth Branagh se saiu bem na construção de Asgard, ao aproximar o visual dos desesnhos originais de Jack Kirby- claro que se a maioria das pessoas esperar algo mais “nórdico” vai estranhar ou até achar brega pra caramba.

Quando o filme foi anunciado, inicialmente imaginei que visualmente tenderia a uma espécie de “senhor dos anéis”, ou então algo que se aproximasse de uma mistura de “fúria de titãs” com “hellboy e o exército dourado”, mas é ótimo que a produção se manteve fiel às representações originais das hqs. O Destruidor está exatamente igual!

Há muitos detalhes que não são perceptíveis, coisas para aqueles que são mais fãs ficarem procurando, como na sala dos troféus de Odin, onde além de estar a caixa dos invernos antigos, tomada dos gigantes no início do filme, também encontram-se outros artefatos do universo marvel, como a manopla do infinito, que eu não consegui perceber, e o olho de warlock (menos ainda).O resultado final ficou bom, melhor do que o esperado, principalmente no caso da ponte do arco-íris, a Bifrost:

Parte 2: Mas poderia ser melhor!!!

O filme não possui grandes furos no roteiro, contando uma história coesa que se alterna para mostrar o que acontece em Asgard e na Terra. É muito provável que alguns critiquem a mudança de atitude Thor, que parece abrupta.Mas ela se deve a dois acontecimentos que realmente teriam impacto sobre qualquer pessoa, ainda mais que no caso, apesar do protagonista ser arrogante e convencido, ele nunca é mostrado como uma má-pessoa, ao contrário, é alguém que possui o respeito e a admiração de todos que o cercam, despertando a inveja em Loki.A solução não é tão diferente quanto a de “Homem-Aranha” quando Peter Parker ignora o mantra sagrado “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e causa a morte de seu tio Ben.

Porém , a história como um todo se desenvolve muito rápido, e algumas coisas ficam atropeladas, principalmente as cenas e os personagens que se passam na Terra. O romance entre Thor e Jane Foster acontece num piscar de olhos, de uma hora para a outra eles se apaixonam irremediavelmente a ponto dele desejar viver na Terra(já até me chamaram de amargo por pensar isso, rsrsrsr). A história perde muito do brilho ao não caracterizar bem os personagens da Terra, principalmente quando comparados com a intrincada relação de amor, ciume e inveja que rodeia Thor, Loki e Odin, de longe o ponto mais interessante do filme.

Isso é o mais frustrante, se tivesse por volta de vinte minutos a mais, o filme poderia ser realmente incrível. Como está, é um bom divertimento, mas nada muito inesquecível.

E a trilha sonora não acerta em momento algum, é impressionante. No máximo, fica menos perceptível.

Considerações

O filme é também mais um passo, e bem grande, do marvel studios  para adaptar seu universo de personagens para o cinema. o interessante, é que “Thor” amplia para o lado da fantasia,sem se preocupar em tornar as coisas realistas com pseudo-explicações cientifícas como em Homem-de-ferro e Hulk.E só por isso, por ir contra a corrente estabelecida pelas visões mais realistas que se tornaram padrão após os “Batman” de christopher Nolan (não estou criticando os filmes) , a Marvel já merece crédito-do lado da DC, Lanterna Verde também deve seguir na mesma toada, voltado mais para a fantasia.

Também é mais um passo em direção ao filme dos Vingadores, que juntará todos esses super-heróis (e o Capitão América)  em uma mesma produção. Por isso, a shield tem mais uma vez papel importante, além de menções a acontecimentos e personagens de homem-de-ferro e hulk, e a participação especial do Gavião Arqueiro (vivido por Jeremy Renner, pelo pouco que apareceu parece uma escolha acertada, todo o cinismo e cara-de-pau de Clint Barton está ali). Mas o filme se sustenta sem ser apenas preludio para os Vingadores , deixando ainda muito material para uma continuação (caso aconteça…). É um filme de origem.

Um bom divertimento, mas poderia ser um filme bem melhor, e nem faltou tanto para isso. deve agradar os fãs de Thor, mas não sei quanto aos outros espectadores.  A  sensação que tive foi de ler uma edição de “superaventuras marvel”, o que não é um demérito. valeu a pena 🙂

 

Os dignos de Fear itself

O mega-evento da Marvel para esse ano é a saga Fear Itself, na qual Pecado, filha do Caveira Vermelha, invoca o Deus do medo Asgardiano. Este  concede poderes a personagens “dignos” através de martelos mágicos que rivalizam com o Mijolnir de Thor. O Bleeding Cool revelou alguns dos personagens que ganharam novos poderes na “guerra dos martelos”, rs…

Veja ai:

Hulk

Coisa

Titânia

Homem-Absorvente

Fanático

Gárgula Cinzento

Attuma

E o mais digno de todos:

HA!!

Enfim, não sei o que esperar dessa saga. Ao menos a Marvel saiu do marasmo daquelas tramas politícas que há anos só jogavam heróis uns contra os outros, desde “Guerra Civil”. E além disso, os desenhos são do ótimo Stuart Immonen.