Ganhe os 2 números da Ribeirão Preto em Quadrinhos!

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 A Ribeirão Preto em Quadrinhos é uma das indicadas ao Troféu HQMIX deste ano! Para comemorar, olha só que bacana essa promoção: Você pode ganhar os dois números da revista, além de um caderninho de desenho exclusivo, que aparece na imagem acima!

È mamão com açucar para participar: Basta ir até a página da revista no Facebook e seguir direitinho as instruções deste link

É isso aí! Promoção válida até 05.05.2013 !

Hellblazer origens vol1: Pecados originais.

O horror urbano sujo de John Constantine, como narrado por Jamie Delano, é tão politicamente afiado, tem a mesma malícia das ruas e é tão divertido quanto da primeira vez que foi publicado. Se você já parou pra se perguntar de onde os yuppies realmente vieram, ou o jeito certo de se falar com zumbis, é melhor ler esta edição.”

É assim que Neil Gaiman (um dos caras mais fodas do mundo) descreve as primeiras histórias de Constantine na edição lançada ano passado pela Panini. E é uma descrição acurada. Continuar lendo

Birds.

Este texto foi escrito por mim, mas inicialmente publicado no Contra-Argumento. Conheça o site 😀 .

Essa revista é uma indicação muito importante para aqueles que querem produzir seus próprios quadrinhos. O autor deste “Birds”, Gustavo Duarte, já há algum tempo mostrou seu talento como chargista de um jornal esportivo, ficando conhecido por seus desenhos. Entretanto, quando ele anunciou o lançamento de uma hq de forma independente, não era possível saber se este talento se mostraria também nas hqs. É uma questão de linguagem e narrativa; um excelente desenhista não necessariamente tem um bom dominio da arte sequencial. Fazer com que ilustrações estáticas, por melhores que sejam, ganhem movimento na cabeça dos leitores é um processo dificil e subestimado. Continuar lendo

Quer fazer quadrinhos?

…Então, junte-se ao Infinitus!

Fiz uma pausa nas férias do blog por uma boa razão: divulgar a iniciativa do grupo Infinitus e sua busca por pessoas interessadas em trabalhar com histórias em quadrinhos. Com a palavra, os diretores do selo:

“INFINITUS Comics é uma Editora de HQ’s virtual criada pela união de mentes capazes e com um mesmo ideial:

Ver seus trabalhos finalizados“.

Todos aqueles que desejam trabalhar no fantástico universo dos quadrinhos encontrarão nesse grupo ótimas oportunidades, com possibilidades de escrever historias em conjunto ou em paralelo, dependendo apenas do que sua mente procura e seu entrosamento com a equipe.

Para produzir sua HQ será necessário reunir profissionais que desejam atuar como:

– Escritor.
– Editor
– Desenhista.
– Arte finalista.
– Colorista.

E que voce, facilmente, encontrará neste grupo. Essa fusão de artistas facilita o processo para o desenvolvimento de uma HQ autoral, tornando o projeto viável para um escritor a procura de oportunidade.
A equipe não busca fins lucrativos, mas vale ressaltar que os autores, ao iniciarem o processo de criação da HQ com membros da Editora, assumem compromisso de lançá-la ao mercado sob selo da INFINITUS Comics.”

Trabalhar com quadrinhos no Brasil é, como a maioria sabe, dificil pra caramba. O que os membros deste selo oferecem é a oportunidade de se juntar com outras pessoas que tem a mesma vontade. Não que em grupo vá ser menos dificil, mas mais divertido, com certeza! Você terá a chance de conhecer artistas habilidosos, e fazer com que sua própria criatividade e habilidade cresça em contato com as deles.

O que me atrai em fazer quadrinhos é que é um meio de se contar uma história em que se estabelece uma espécie de sincronismo entre o tempo da cabeça dos autores e do leitor.Algo extremamente único. Por isso, já sou membro do Infinitus!

As coisas boas não vêm na porta, dependem de que busquemos e nos esforcemos  para dar certo. Mas há toda a motivação necessária quando pensamos na frase do escritor alemão Goethe:

“Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia.”

O esforço vale a pena, galera! Se você quer trabalhar com hq , mas nao sabe como: Comece! entre logo em contato pelo e-mail infinituscomics@hotmail.com para saber como participar do grupo.

Mágico Vento 100

Antes de falar da edição, uma pequena apresentação. O cara na imagem acima é Mágico Vento, outrora conhecido como Ned Ellis( e que tem a cara do Daniel Day Lewis). Após um acidente, Ned foi encontrado desmemoriado por um velho xamã Sioux , e passa a viver na tribo. Ned então muda o nome para Mágico Vento, adota o povo vermelho como seu, e, passados alguns anos,  se torna ele próprio um xamã.  Mágico Vento conhece o jornalista Willy Richards, que por sua semelhança com o famoso escritor é chamado de Poe. Os dois passam a percorrer o velho-oeste em histórias que misturam elementos sobrenaturais com fatos e personagens históricos.

Esse é mais ou menos o básico da ótima história criada por Gianfranco Manfredi para os quadrinhos italianos da editora Bonelli, que é publicado há um bom tempo no Brasil pela Mythos. e agora, chega às bancas a edição número 100, especial em cores. Esta é a penultima parte de uma trama maior, que começou no número 97. A trama relata a guerra entre indios e brancos pelas montanhas negras.Uma das batalhas, retratada no número 99, foi a de “Litlle Big Horn”, na qual pereceu o general George Custer, famoso personagem histórico do velho oeste.

Claro que essa saga não é totalmente fiel aos acontecimentos históricos, fato admitido por Manfredi nos textos que abrem as edições (ainda mais no caso da morte de Custer, que possui várias versões diferentes e até os historiadores divergem neste assunto), mas não é diferente do que se vê na maioria dos outros filmes e romances históricos. No número 100, acompanhamos a morte de outro personagem importante do oeste: o pistoleiro caçador de recompensas Wild Bill Hicock.

Quando lemos uma edição de cada vez deste arco, parece até estranha a forma como esses acontecimentos, de mortes de personalidades famosas da época  são tratadas. Apesar do destaque, parece não haver o drama e a atenção que acontecimentos desta magnitude deveriam ganhar, porque estes são mantidos fora do foco principal, como componentes dentro de uma série de acontecimentos. Tudo faz sentido quando prestamos um pouco de atenção ao titulo deste número: “O crepúsculo dos heróis”.

Na trama, acompanhamos Mágico Vento ajudando os indios nas batalhas, e Poe em Deadwood (alias, o seriado sobre a cidade vem sendo exibido no tcm à 00:00, mas eu nunca consigo assistir…) tentando obter noticias sobre os confrontos, e sobre a posição de Washington em continuar ou não com a guerra. É lá que Wild Bill é assassinado pelas costas em uma mesa de pôquer (isso não é spoiler!), e Poe tenta fazer com que seu assassino tenha um julgamento justo e não seja apenas linchado.

Por sua vez, Mágico Vento começa a ter visões que parecem antecipar a morte de Cavalo Louco, e passa o  capitulo tentando impedi-la. mas pode haver um traidor entre os Sioux…

Fica claro após o número 100 que Manfredi não busca retratar  um aspecto heróico das personalidades do oeste, sejam os brancos como wild Bill e Custer, sejam os indios como Cavalo Louco ou Touro Sentado. Estes são mostrados como personagens defendendo suas visões.

É como se o autor tentasse dar conta de todo o fim de uma época, que marcou a quase extinção dos indios norte-americanos.Manfredi faz questão de levantar ainda os tratados quebrados pelo governo desrespeitando os indios, para garantir a vitória contra um inimigo já em desvantagem e que tentava manter suas terras.

Assim, se o titulo “crepusculo dos heróis” pode, a primeira vista fazer menção aqueles que se destacaram neste momento histórico, é na verdade sobre as nações indigenas, que foram sucetivamente desrespeitadas e massacradas, como o próprio Poe diz.

Quanto aos aspectos narrativos, Manfredi intercala com grande habilidade as duas linhas de histórias que compõe a trama, com Poe e Mágico Vento, e os diálogos são igualmente inspirados. O responsável pelos excelentes desenhos é Parlov (que desenhou algumas hqs do Justiceiro de Garth Ennis). O colorido acabou sendo uma atração a parte. Gosto do preto e branco, forma como os quadrinhos italianos são publicados, porque realça as soluções dos desenhistas usando apenas o nanquin. mas as cores funcionaram muito bem  neste número, e ajudam a revista, impressa em formatinho e papel “tosco” a se destacar quando folheamos revistas nas bancas. olha a capa aí:

No próximo número, se encerra o ciclo das batalhas pelas montanhas negras, e a revista passar a ter 132 páginas(antes eram 100).A seguir, segundo o texto que abre a edição, virá um ciclo de histórias que fará referências as lendas que inspiraram o escritor de horror Lovecraft. Parece que voltarão ao tom  de faroeste sobrenatural que funciona muito bem em Mágico Vento ( e que a DC nunca conseguiu fazer direito com o Jonah Hex), o que também é muito bom. Mágico Vento continua sendo uma das melhores hqs publicadas no Brasil.

Loisel+Quadrinista

Nessa semana, em destaque o trabalho do quadrinista francês Régis Loisel, nascido em 1951. Dono de um traço estilizado e muito detalhista, é um daqueles artistas que conseguem te colocar na história por mais fantástica que ela seja através de seus desenhos. Entre seus trabalhos de destaque, estão uma adaptação de Peter Pan, Temps, e “La Quêye de l’oiseau du temps”,ao lado de Serge le Tendre. Esta ultima recebeu o titulo em Portugal de ” Em busca do pássaro do tempo” e são dessa obra, na verdade uma série em vários albuns, as imagens que ilustram o post.

É uma pena que, apesar de várias hqs diferentes das tradicionais americanas ou japonesas ganharem edições nacionais nos ultimos anos, esse autor continue sem espaço por aqui.  Tem muitas coisas legais que deveriam chegar nas nossas livrarias, e “em busca do pássaro do tempo” é uma delas- em breve, faço um review mais detalhado dos albuns que eu li, mas por enquanto fiquem com algumas imagens retiradas do primeiro, que tem como subtitulo “o buzio de Ramor”.

e, puxa, eu queria muito ver esse cara desenhando alguma história de Fábulas do Bill Willingham, ou mesmo um especial do Sandman escrito por Neil Gaiman.