Top10- hqs favoritas da Poltrona.

Listas! Nada mais nerd do que listas! Neste Top 10, a Poltrona escolhe não as melhores histórias, mas as preferidas deste que escreve. Como critério básico, resolvi listar só histórias em páginas e não em tiras ( do contrário, seria dificil “Calvin e Haroldo” não ficar em primeiro, rs). Também considerei histórias grandes divididas em várias edições como uma só.

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J.Kendall 75- O julgamento de Hipócrates

J.Kendall-aventuras de uma criminóloga 75

A comparação mais direta que se pode fazer com uma edição de J.Kendall (vamos chama-la de Júlia agora) é com as (boas) séries de tv atualmente em alta. Cada volume constrói uma trama de suspense que se intercala com questões pessoais da protagonista, tal qual House, CSI e outras. Não é diferente neste número, em que o criador Giancarlo Berardi entrega mais uma boa história.

Tudo vai acontecendo aos poucos,os fatos vão se desenrolando e se cruzando até o momento em que o leitor percebe que se interligam. Um médico workaholic de um hospital é contratado como editor de um respeitado periódico de medicina, enquanto Júlia deve lidar com a ausência da governata Emilly, que cuida de sua tia Pamela, internada no hospital. Essa ausência faz com que Julia peça ajuda ao tenente Webb, e a já evidente tensão entre os dois fica ainda mais clara. Mas o médico apresentado no inicio da história é assassinado, o que obriga o tenente Webb, machão convicto,a aceitar a ajuda da criminóloga.

A estrutura simples dos quadrinhos Bonelli, de três tiras de quadrinhos por página, é muito bem empregada. Como os acontecimentos vão correndo em paraleleo, a impressão que dá é que você está esperando a história começar, mas quando se dá conta, já está dentro dela.Nesse ponto, merecem crédito também os desenhos de Mario Janni.

Por isso, é até difícil falar da trama sem esntregar algum spoiler, mas vale ressaltar a costumeira humanidade com a qual Berardi constrói seus personagens.Por exemplo, Webb pode ser um misógino na visão de júlia, mas isso não impede que ela goste dele, nem que os leitores entendam a situação. Mesmo os coadjuvantes são construídos da mesma forma, e podemos nos identifcar até com os mais desagradáveis deles.

Resumidamente, a revista tem tudo: drama, suspense, humor, muito bem distribuidos em suas 132 páginas. É facilmente um dos melhores quadrinhos publicados em banca; o único problema fica por conta do preço: r$ 8,90 por uma revista em preto e banco com acabamento muito simples. Compensa, mesmo assim. Foi relativament fácil para mim cortar a compra de alguma outra revista que não ia a lugar nenhum ( cof, super-heróis, cof) para acompanhar J. Kendall- as aventuras de uma criminóloga.

Mágico Vento 101

Este número de Mágico Vento traz um aumento da quantidade de páginas, de 100 para 130, que vai se manter nas edições seguintes.

Nesta história, chamada “bandeira branca” acompanhamos o fim das batalhas entre indios e brancos pelas montanhas negras. Na verdade, o confronto mesmo já foi decidido; o que vemos mesmo é Mágico Vento tentando ajudar seu povo adotivo a sobreviver  e escapar de simplesmente desaparecer. Agora, além das ocasionais tropas do exército, as tribos reunidas também enfrentam o frio do inverno e a fome. E mais tribos chegam buscando ajuda e necessitando compartilhar as provisões de Cavalo Louco e outros.

Além disso, alguns indios debandam para o lado adversário, o que deixa as coisas mais complicadas ainda: Será possível confiar nos acordos de paz oferecidos pelo exército?

Gianfranco Manfredi usa muito bem as páginas adicionais que sua criação ganhou. A primeira vista, pode parecer demais para uma história que parece um epilogo para as edições anteriores, mas é mais do que isso. O autor mostra desde o começo que não há chance de vitória, apesar de sucessos  pontuais dos indios (sim, eu sei que todo mundo historicamente sabe que os indios se deram mau na guerra), e conta a história de maneira a aumentar a angústia do cerco se fechando sobre os personagens. Habilmente, ele ainda deixa no ar eventos que se tem divergência da forma como aconteceu, como a morte de Cavalo Louco, mas consegue passar o que aconteceu na sua visão.

Este arco mais longo, que começou na edição de número 97, foi excelente.  A fusão de personagens e acontecimentos históricos com ficticios foi muito bem trabalhada, e a história sempre soa crível ao leitor. no fim da edição, ainda temos um texto de manfredi sobre o monumento dedicado a Cavalo Louco.

O autor diz que desdobramentos dos conflitos pelas montanhas negras irão aparecer nos próximos números, como o destino de Touro Sentado. Maaas, se quiser avançar mais ainda na questão do destino das tribos indigenas norte-americanas, recomendo como acompanhamento paralelo a ótima “Escalpo”(que se passa nos dias atuais, enfocando a vida em uma reserva e as tentativas de Dashiel Cavalo-ruim de prender um mafioso local, o chefe Lincoln Corvo Vermelho), publicada pela Panini na revista Vertigo. A imagem abaixo foi publicada na edição de número 12 da revista, e vem carregada de crítica: Uma pixação sobre as figuras entalhadas do Monte Rushmore, que fica nas montanhas negras:

A próxima edição de Mágico Vento retoma o tom mais sobrenatural da série, com um arco basedo na mitologia que servia de inspiração para o escritor de horror H.P Lovecraft.

Dylan Dog-o filme?

Sairam novas fotos de “Dead of night” filme que adapta a criação de Tiziano Sclavi para a editora italiana Bonelli Comics para o cinema.

Dylan Dog é o “detetive do pesadelo”. Ele mora em Londres, onde trabalha resolvendo problemas sobrenaturais pela “módica quantia de 50 libras por dia-mais despesas”…Parece uma história qualquer, não fosse pelo surrealismo e o non-sense no qual suas histórias de terror são embebidas. A começar pelo seu parceiro, a metralhadora de piadas Groucho Marx(sim, o ator de comédia, com bigodão, óculos, charuto e tudo)

A noticia do lançamento do filme seria algo a ser considerado(quem sabe alguma editora voltasse a lançar a hq no Brasil se a produção fizesse sucesso). Mas isso parece cada vez mais longe de acontecer. Sem querer ser agourento e falar mal de um filme que nem estreiou, mas tem muito pouco de Dylan Dog ai. Pra começar, cadê o Groucho? Sem ele já perde muito da graça(Judas dançarino! Quem vai jogar o revólver quando o Dylan estiver com problemas?)

Será que não podem usar a imagem do ator por algum problema de direitos autorais? Sei lá, a produção podia ter usado isso a seu favor de alguma forma, aproveitando a carga de non-sense que as aventuras de Dylan permitem. Quem sabe , escalar um comediante reconhecido para interpretar a si mesmo (sei lá, como o Rowan Atkinson, por exemplo)e fazer menções ao Groucho e a situação que causou sua ausência de alguma forma? Com certeza não seria a mesma coisa(quem leu Dylan Dog sabe), mas pelo menos seria um jeito de considerar um dos personagens mais marcantes da hq de alguma forma…

O trailer e as fotos deixam tudo genérico demais, uma mistura de Constantine ( o filme com Keanu Reeves) e o antigo seriado da Buffy. Resta torcer para que ao menos seja um filme divertido…

Dylan Dog é interpretado por Brandon Rough ( de Superman returns) e Kevin Munroe dirige a produção. A data de estréia lá fora acontece em 16 de março, e aqui em 19 de agosto ( com essa demora toda, você já sabe o que vai ter que fazer se quiser ver o filme-as distribuidoras não aprendem, tsc,tsc.)

o trailer, em qualidade ruim…