Top 10 filmes favoritos da Poltrona!

Bom, antes de mais nada, deixei de fora grandes sagas cinematográficas que estariam na lista. Star Wars, De volta para o futuro e O poderoso chefão estão entre meus filmes favoritos, mas aqui os desconsiderei em prol de algo diferente- essas sagas já aparecem em todas as listas, hehe. Alguns deles já foram  falados no blog, para ver , basta clicar no titulo. Continuar lendo

Super-heróis em Tron

olhaí uma das coisas resultantes da compra da Marvel pela Disney. A partir de novembro, os principais titulos da editora ganharam capas variantes com os personagens no mundo de Tron ( filme que será lançado em Dezembro e que quero muito assistir). vejam algumas imagens, um combo nerdístico:

tá , pode até ser uma estratégia forçada, mas que foi divertido…

só um ps, o novo uniforme que o homem-aranha vai usar nos quadrinhos regulares é muito mais “tron” do que esse da linha de capas.

vi as imagens no comic book movie.

Cinema Brasileiro: Um Breve Passeio.

Mais um post do escritor convidado Rodrigo Câmara! Desta vez, ele apresenta suas impressões sobre o cinema nacional, comentando recentes sucessos de público como “Lula-o filho do Brasil”, e “Nosso lar”.Mas chega de enrolar e vamos lá:

cena de "Nosso lar"

Ola Leitores do PoltronaMobius!

Esse é meu segundo texto como “critico de alguma coisa” neste espaço. Escrevi um texto sobre Lost e Fringe anteriormente. Confesso que minha proposta de escrita é muito mais espontânea do que ambiciosa e desta vez não será diferente. Há tempos que venho querendo escrever sobre esse assunto, mas nunca tenho coragem, talvez por ser um mero leigo no assunto. Estou me preparando para ser vidraça, mas de qualquer maneira aqui vai.

Cinema Brasileiro: Um Breve Passeio.

Caros leitores, este ano como nunca em meus anos anteriores eu assisti vários filmes brasileiros, tanto no cinema quanto em DVD. Claro que isso se deve muito a fatores pessoais (minha vida amorosa, por exemplo), mas não podemos negar que a produção nacional esta crescendo, pelo menos em termos de público e renda.

No primeiro semestre assisti Chico Xavier. Em seguida assisti em um DVD pirata o filme Lula, o filho do Brasil. Depois novamente no cinema Uma Noite em 67 e Reflexões de um Liquidificador. E por fim agora no segundo semestre, Nosso lar. Confesso que deveria ter assistido mais filmes para fazer uma avaliação provida de respaldo contextualista. Portanto, entendam minhas reflexões de crítico de cinema como uma “crítica de opinião pessoal”, ou seja, imaginem que estou escrevendo em um bar, bebendo uma cerveja.

Pois bem. Dentro deste conjunto de longas, identifiquei três grupos: 1- o resquício contextualista, 2- a busca por uma identidade e 3- a vanguarda mercadológica.

Dentro do grupo 1, Uma noite em 67. Apesar de ser um documentário, o filme é um excelente resquício de um momento histórico brasileiro: a produção cultural da década de 60. O tema é a Final do Festival de Musica Brasileira da TV Record no ano de 1967. É muito interessante ver o nervosismo e o desespero de grandes músicos como Chico Buarque e Gilberto Gil. O publico era extremamente crítico, o festival era uma baderna, os organizadores sofreram com a rebeldia da platéia e quase que o evento não ocorreu. A melhor parte é quando Gilberto Gil diz que o nível de nervosismo e desespero que ele sentiu naquela noite, perde somente para o momento em que foi preso pela ditadura. Documentário interessante.

O grupo 2 é o mais problemático. Confesso que inicialmente, quando fui assistir Reflexões de um Liquidificador, eu estava empolgado, pois admirei o trabalho do diretor André Klotzel em A Marvada Carne – que é um filme maravilhoso, diga-se de passagem. Entretanto o filme possui sérios problemas: 1- O personagem principal é um Liquificador; até ai tudo bem afinal, suas reflexões acerca da vida humana são sensacionais, suas passagens pela cidade (no momento em que o casal que lhe é dono está de mudança) são excelentes dignas de um cinema de primeira, com tomadas e enquadramentos belos e com muita identidade, os diálogos são geniais e muito engraçados. Porém, o filme peca pelo exagero das reflexões e do personagem central, e o telespectador acaba enjoando disso com muita facilidade. Achei que o enredo faltou dar atenção a outros aspectos dramáticos, aliás, faltou o fundo dramático e personagens mais sérios, com maior profundidade psicológica, tornando o filme bobo.

Incluo o filme Lula, o filho do Brasil neste grupo, pois apesar de ter um contexto histórico forte – o que o encaixaria no grupo 1 – o filme não contextualiza nada, na realidade. Apesar de se passar em épocas passadas a preocupação do filme é muito mais em criar um mito, uma lenda, uma identidade em torno no presidente, do que explorar a dimensão histórica de seu passado. Assim como o anterior, o filme é bobo, vazio em profundidade dramática e muito superficial no contexto político. Confesso que a história do nosso presidente daria um excelente filme, pena que os interesses eleitorais são mais importantes do que isso.

Por fim, o Grupo 3. Nele, agrupei os dois filmes que falam sobre espiritismo. Não por causa da religião (ou filosofia) em si, mas pelo caráter “vanguardista” que eles representam. Não digo em relação a Chico Xavier, que é um filme biográfico, mas sim em relação a Nosso Lar. No caso de Chico Xavier, temos uma biografia bem contada, sem os exageros místicos existentes no filme do Lula, a historia possui elementos narrativos mais interessantes, como um sub-enredo paralelo, em que a trama se debruça sobre o drama de uma família que perdeu um filho. O contexto dramático é bem explorado e os personagens coadjuvantes são importantes na historia. Em nenhum momento o telespectador se enjoa de uma determinada situação. Acho que de certa forma Chico Xavier inaugurou uma onda de filmes biográficos que estão saindo direto, daí o sentido figurado da palavra “vanguarda”.

De todos, o mais badalado, Nosso Lar. Arrebatou muito dinheiro em bilheteria e sucesso de público. Creio que esse sim é um filme que podemos chamar de “vanguarda”. Não pelo roteiro, mas sim pela característica da produção e os efeitos especiais. Acho que o que o publico de cinema brasileiro quer é justamente esse tipo de filme. Acho que é um caminho que deveria ser mais explorado pela produção comercial de cinema brasileiro. O filme é interessante em termos de reflexão espiritual e até mesmo para um conhecimento mais profundo do que é espiritismo. Porém, existem situações de caráter cinematográfico um pouco problemáticas: o modo explicativo do filme e o exagero em detalhes (por exemplo; a cidade celestial possui um ministério de comunicação com os vivos, como assim?) tornam o filme um pouco enjoativo e maçante, os diálogos, são um tanto artificiais e muito ritmados. A natureza simbólica e mitológica é importante para o filme que se aproxima um pouco da ficção cientifica, apesar do cunho religioso, mas vejo essa observação com bons olhos. Um ressalvo em relação á arquitetura do Nosso Lar: uma Brasília com ornamentos celestiais e um toque de alienigenismo, também presente na vestimenta e no design, se aproximam muito do brega. Uma óde aos efeitos especiais, excelentes.

Analisando esses filmes, penso que nossa produção esteja em uma espécie de reconfiguração. Coisas diferentes estão sendo feitas e encaro isso com bastante otimismo, mas no futuro os filmes nacionais precisarão resgatar a profundidade dramática que existia nos filmes antigos e que falta nos dias hoje.

Um abraço ao Grande Vinil

Obrigado

Rodrigo Câmara.