Interestelar- uma hq.

interestelar

Olha que legal: uma hq que serve de prólogo para “Interestelar”, ficção cientifica atualmente em cartaz, está disponível para leitura online (em Inglês). O roteiro é do diretor do longa, Christopher Nolan, e os desenhos são de um artista que gosto bastante, Sean Gordon Murphy ( que já desenhou Batman, Constantine e outros personagens bacanas).

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Noé- Preview da hq de Aronofsky e Henrichon.

Foi lançado na Bélgica “Noé”, o album de quadrinhos escrito por Darren Aronofsky, Ari Handel e desenhado por Niko Henrichon (de “os leões de Bagdá). Assim, a editora Le Lombard liberou um preview de algumas páginas  e também um trailer em video, abaixo no post. A história retrata o fim do mundo pela visão de Noé, mas conforme as imagens, é dificil dizer como vai se desenrolar a trama e até mesmo em que época ela se passa:

O plano original de Darren Aronofsky para a história era realizar um filme para o cinema, mas seu intento esbarrou nos custos. O que o levou a realizar a graphic novel para despertar o interesse de algum estúdio. Isso mantém em destaque a questão: com tantos filmes baseados em hqs surgindo, não é ruim para essa linguagem que ela possa  ser vista como algo menor quando comparado ao cinema? Ainda mais se considerarmos o recentemente lançado no Brasil Cowboys and aliens,cuja versão original dos quadrinhos é bem fraca, além de  outras obras.

Temos também nos EUA o recente desdobramento da Legendary, produtora de cinema, que acaba de lançar uma divisão voltada para a publicação de quadrinhos.

Bem, tudo depende das intenções e da competência dos envolvidos. A Legendary colocou como responsável por sua linha Bob Shreck, editor com ótimo relacionamento com grandes artistas. Embora o primeiro lançamento da nova editora tenha sido a paranóica”Holy Terror“, obra resultante do medo do “perdido” Frank Miller, os nomes dos próximos artistas envolvidos com a editora continuam a animar: Paul Pope, Matt Wagner e Simon Bisley.

O próprio Aronofsky lançou uma versão em quadrinhos de “A fonte da vida” anterior ao filme. Na ocasião, a produção havia sido cancelada, e o diretor viu a  graphic novel como uma chance de contar a história. Para isso, trabalhou em conjunto com o competente ilustrador Kent Williams, e a parceria resultou num ótimo livro. Muito além de ser um versão menor ou mesmo apenas uma “versão do diretor ” para o filme estrelado por Hugh Jackman.

Acredito que é interessante ver a mesma história contada em midias diferentes, desde que a linguagem esteja adequada as potencialidades narrativas de cada meio.

“Noé” possui uma premissa interessante, com um bom roteirista e a ótima arte de Niko Henrichon. Estou empolgado para ler a hq e para ver o filme, acreditando que os dois irão se sustentar como obras isoladas.

La jetée.

Muitos não sabem, mas o ótimo “os 12 macacos” dirigido por Terry Gilliam e protagonizado por Bruce Willis foi inspirado num curta francês  de 1962 inteiramente em foto-montagens, “La Jetée”. O curta mostra um homem em uma  Terra pós 3°guerra mundial jogado no fluxo do tempo com o objetivo de descobrir a solução para os problemas do mundo. Dirigido por Chris Marker, vale a pena conferir:

Os pôsters de Drew Struzan

Para espanar o pó da Poltrona, um post rápido sobre o artista responsável pelos cartazes de filmes famosos que marcaram época: Drew Struzan. Depois de começar pintando capas de discos nos anos 70, em 77 ele foi convidado para pintar o pôster do episódio 4 de Star Wars. O resto é o resto. Seguiram-se trabalhos para outros filmes recordes de exibição na sessão da tarde:

Ele ainda empresta sua técnica para cartazes de filmes, como fez nos ultimos anos para Harry Potter e Hellboy, e foi recentemente homenageado no poster ilustrado de Super 8, longa de J.J Abrams.

Lanterna Verde-review do filme

Depois de alguns dias da estréia, finalmente conferi a produção para escrever sobre o filme aqui na Poltrona, já na tradição de posts atrasados que o blog está aumentando.

De tanto ouvir falar opiniões negativas sobre o filme, confesso que fui ao cinema com expectativa zero. Qualquer coisa que estivesse um pouquinho acima de Spawn (a unica vez que fui ao cinema e me senti revoltado) estava valendo. Por isso, acabei não detestando o filme como foi o caso da maioria. Mas veja, é bem diferente de dizer que o filme é bom. E isso é bem irritante, se comparado ao imenso potencial desperdiçado.

A história todo mundo conhece, a essas alturas: Parallax, uma entidade feita de energia amarela do medo, escapa de sua prisão e mata Abin Sur, o Lanterna Verde do setor da Terra, o 2814. Sua nave cai aqui, e o anel, encarregado de encontrar um substituto digno, escolhe Ryan Reynolds…ops, Hal Jordan, para desempenhar a função de policial intergaláctico. Só que Hal , um piloto de testes de avião, tem seus próprios traumas de infância, e é visto por todas as pessoas próximas como alguém arrogante e irresponsável. Para derrotar Parallax, Hal deverá superar seu próprio medo.

Essa seria uma sinopse simples de um filme desses que você vai ao cinema para se divertir( eu sempre defendi que filmes devem ser divertidos no blog), e assim seria, não fosse o roteiro extremamente problemático que insiste em colocar elementos desnecessários na tela e a direção displicente de Martin Campbell (que costuma ser competente, tendo assinado dois 007 e os dois filmes do Zorro). Não bastasse o vilão principal, há ainda um vilão na Terra: Hector Hammond, vivido por Peter Sarsgaard. Ele é o cientista encarregado pelo governo de examinar o corpo do alien Abin Sur, e é infectado por um fragmento de Parallax. Acaba ganhando poderes mentais e um cabeção. o personagem possui um passado com Hal Jordan e Carol Ferris, a mocinha do filme e ex-namorada de Hal-Isso fica claro logo. mas o problema é que essa parte do filme, embora Sasgaard seja um bom ator, não se encaixa com o resto. Ficam ali as duas ameaças que somadas não dão uma: O nerd looser que ganha um cabeção e resolve se vingar,e um ácaro do espaço que se alimenta de medo. Isso somado à curta duração do filme deixam a trama bem rala.

Embora não seja o horror que muitos dizem (não, não achei o pior filme de super-herói da história) o filme não te dá chance de se empolgar. É dificil de se identificar ou admirar o Hal Jordan (embora Reynolds não tenha se saido mal), e as cenas com atropa são ridiculamente curtas e sem graça. Aquele video de 4 minutos liberado antes da estréia é a cena mais empolgante da produção- e é só aquilo.

A impressão que dá é que Lanterna Verde foi construído em cima de uma série de escolhas confusas e ruins. Parece que os responsáveis se dividiram entre contar um filme de origem focado no protagonista e seus conflitos; mostrar de forma decente a tropa e toda a mitologia bacana do universo do personagem ou fazer uma colagem dos filmes de heróis que sairam nos ultimos anos. De cara, o filme começa com a voz de Tomar-Re explicando o conceito da tropa, o que é a energia verde da força de vontade e quem é o vilão do filme. Tudo mastigado assim, ao meu ver, já enfraquece as chances de mostrar o desenvolvimento do protagonista. Seria muito mais interessante mostrar Jordan desde o começo, e que ele descobrisse o que é a tropa dos Lanternas Verdes e os guardiões junto com o expectador. Seria mais fácil de mostrar as reações e o crescimento dele.E se a trama de Hammond fosse limada do filme, haveria mais espaço para mostrar a tropa e os coadjuvantes da Terra- o sobrinho de Hal, seu relacionamento confuso com Carol e com Tom, seu melhor amigo. Assim como está, tudo tem que ser dito, e não somente mostrado, como se uma caneta marca-texto gigante passasse por cima do filme. Além de tudo isso, sinceramente não consigo ver onde gastaram mais de 200 milhões de dólares nesse filme. Os efeitos são excelentes, mas o cinema está ficando tão dependente de cgi que parece que a idéia de usar a criatividade para conseguir efeitos bacanas  está cada vez mais distante. Isso acabou aumentando muito os custos do filme, e o sucesso de bilheteria que ele teria que fazer ( o que já sabemos que não aconteceu).

É até uma pena se isso eliminar uma continuação. OA , planeta dos Lanternas, ficou legal, e Mark Strong como Sinestro ficou incrível, muito parecido com o das hqs. Uma continuação nas mãos de um roteirista mais cuidadoso e de um diretor mais interessado poderia resultar num filme realmente bom, que fizesse juz ao termo de “star wars dos super-heróis ” que aplicaram no longa quando este começou a ser produzido. Com o perdão da relação que estabeleço com o filme, é só usar  mais de força de vontade.

Seleção de textos do Capitão América.

Agora que a Poltrona publicou a resenha do Capitão América, destaco outros textos que foram publicados sobre o personagem aqui no Blog:

Capitão América: o super-soldado de Joe Simon e Jack Kirby

Capitão América 178(1994, da editora abril)

Capitão América- Truth

Capitão América – A escolha

Capitão América- o primeiro vingador (review)

e confira também os trailers do filme:

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