E agora?

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Agora Marvel e DC, como fazem todos os anos, tentam se renovar nas suas próximas grandes sagas, Convergence e Secret Wars. Mas desta vez há mesmo alguns elementos animadores que podem significar realmente uma renovação. Como o assunto é legal, reuni ( de uma forma meio picareta, ao estilo Ctrl C+Ctrl V) alguns comentários que fiz em conversas pela internet para falar um pouco do assunto. Continuar lendo

Batman-A série animada.

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Embora o personagem tenha bons filmes, minha versão favorita do herói fora das hqs segue sendo o desenho animado da década de 90. Nele, o desenhista Bruce Timm e o roteirista Paul Dini estavam a frente de um monte de gente boa,e produziram uma série que foi capaz de tratar das várias facetas do personagem, algo que nenhum filme conseguiu até hoje. Com visual bastante estilizado, a animação teve grande reconhecimento de critica,venceu 4 prêmios Emmy e tornou-se um marco memorável na tv.

Assim, resolvi elencar meus 5 episódios favoritos do desenho:  Continuar lendo

Monstro do Pântano: Raízes vol.1

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Já há alguns meses a Panini relançou as  primeiras histórias do outro gigante verde dos quadrinhos num encadernado chamado Raízes. O padrão da edição é o mesmo da série Hellblazer Origens; comprei,mas deixei esquecido na pilha de coisas que estavam atrasadas para ler. Finalmente, li a edição. Continuar lendo

Lanterna Verde-review do filme

Depois de alguns dias da estréia, finalmente conferi a produção para escrever sobre o filme aqui na Poltrona, já na tradição de posts atrasados que o blog está aumentando.

De tanto ouvir falar opiniões negativas sobre o filme, confesso que fui ao cinema com expectativa zero. Qualquer coisa que estivesse um pouquinho acima de Spawn (a unica vez que fui ao cinema e me senti revoltado) estava valendo. Por isso, acabei não detestando o filme como foi o caso da maioria. Mas veja, é bem diferente de dizer que o filme é bom. E isso é bem irritante, se comparado ao imenso potencial desperdiçado.

A história todo mundo conhece, a essas alturas: Parallax, uma entidade feita de energia amarela do medo, escapa de sua prisão e mata Abin Sur, o Lanterna Verde do setor da Terra, o 2814. Sua nave cai aqui, e o anel, encarregado de encontrar um substituto digno, escolhe Ryan Reynolds…ops, Hal Jordan, para desempenhar a função de policial intergaláctico. Só que Hal , um piloto de testes de avião, tem seus próprios traumas de infância, e é visto por todas as pessoas próximas como alguém arrogante e irresponsável. Para derrotar Parallax, Hal deverá superar seu próprio medo.

Essa seria uma sinopse simples de um filme desses que você vai ao cinema para se divertir( eu sempre defendi que filmes devem ser divertidos no blog), e assim seria, não fosse o roteiro extremamente problemático que insiste em colocar elementos desnecessários na tela e a direção displicente de Martin Campbell (que costuma ser competente, tendo assinado dois 007 e os dois filmes do Zorro). Não bastasse o vilão principal, há ainda um vilão na Terra: Hector Hammond, vivido por Peter Sarsgaard. Ele é o cientista encarregado pelo governo de examinar o corpo do alien Abin Sur, e é infectado por um fragmento de Parallax. Acaba ganhando poderes mentais e um cabeção. o personagem possui um passado com Hal Jordan e Carol Ferris, a mocinha do filme e ex-namorada de Hal-Isso fica claro logo. mas o problema é que essa parte do filme, embora Sasgaard seja um bom ator, não se encaixa com o resto. Ficam ali as duas ameaças que somadas não dão uma: O nerd looser que ganha um cabeção e resolve se vingar,e um ácaro do espaço que se alimenta de medo. Isso somado à curta duração do filme deixam a trama bem rala.

Embora não seja o horror que muitos dizem (não, não achei o pior filme de super-herói da história) o filme não te dá chance de se empolgar. É dificil de se identificar ou admirar o Hal Jordan (embora Reynolds não tenha se saido mal), e as cenas com atropa são ridiculamente curtas e sem graça. Aquele video de 4 minutos liberado antes da estréia é a cena mais empolgante da produção- e é só aquilo.

A impressão que dá é que Lanterna Verde foi construído em cima de uma série de escolhas confusas e ruins. Parece que os responsáveis se dividiram entre contar um filme de origem focado no protagonista e seus conflitos; mostrar de forma decente a tropa e toda a mitologia bacana do universo do personagem ou fazer uma colagem dos filmes de heróis que sairam nos ultimos anos. De cara, o filme começa com a voz de Tomar-Re explicando o conceito da tropa, o que é a energia verde da força de vontade e quem é o vilão do filme. Tudo mastigado assim, ao meu ver, já enfraquece as chances de mostrar o desenvolvimento do protagonista. Seria muito mais interessante mostrar Jordan desde o começo, e que ele descobrisse o que é a tropa dos Lanternas Verdes e os guardiões junto com o expectador. Seria mais fácil de mostrar as reações e o crescimento dele.E se a trama de Hammond fosse limada do filme, haveria mais espaço para mostrar a tropa e os coadjuvantes da Terra- o sobrinho de Hal, seu relacionamento confuso com Carol e com Tom, seu melhor amigo. Assim como está, tudo tem que ser dito, e não somente mostrado, como se uma caneta marca-texto gigante passasse por cima do filme. Além de tudo isso, sinceramente não consigo ver onde gastaram mais de 200 milhões de dólares nesse filme. Os efeitos são excelentes, mas o cinema está ficando tão dependente de cgi que parece que a idéia de usar a criatividade para conseguir efeitos bacanas  está cada vez mais distante. Isso acabou aumentando muito os custos do filme, e o sucesso de bilheteria que ele teria que fazer ( o que já sabemos que não aconteceu).

É até uma pena se isso eliminar uma continuação. OA , planeta dos Lanternas, ficou legal, e Mark Strong como Sinestro ficou incrível, muito parecido com o das hqs. Uma continuação nas mãos de um roteirista mais cuidadoso e de um diretor mais interessado poderia resultar num filme realmente bom, que fizesse juz ao termo de “star wars dos super-heróis ” que aplicaram no longa quando este começou a ser produzido. Com o perdão da relação que estabeleço com o filme, é só usar  mais de força de vontade.

Aniversário do rei.

Não, claro que não é o Pelé. Nem o Roberto Carlos ou o Elvis.

Hoje, Jack Kirby, o rei dos quadrinhos, completaria 94 anos se ainda estivesse vivo. Kirby é o responsável pela criação de vários personagens que estão por ai fazendo sucesso até hoje, como Capitão América, Thor, X-men, Darkseid e outros. O próprio nome deste blog é inspirado na cadeira que Metron, personagem dos Novos Deuses de Kirby usa para singrar o continuum espaço-tempo.

uma versão minimalista da poltrona no traço de kirby:

Por isso gostaria de ter escrito mais sobre o autor aqui (sem ele, provavelmente esse blog nem existiria e eu levaria uma existência diferente, talvez como um jogador de futebol milionário, rs)mas o tempo foi curto. Mesmo assim, 28 de Agosto é quase o dia do padroeiro do blog, e não dá pra deixar passar batido 🙂   Jack Kirby faleceu em 6 de fevereiro de 1994, em decorrência de um ataque cardíaco.

Aproveite o dia de hoje para ler (ou reler) os textos da Poltrona sobre algumas criações do rei:

As homenagens ao Rei

Capitão América: o super-soldado de Lee e Kirby

Thor: o deus do trovão de Stan Lee e Jack Kirby

Além disso, é altamente recomendável a leitura da revista “mundo dos super-heróis” n° 25, com um dossiê sobre o autor.

Bwah-ha-ha!

É isso, agora que a DC resolveu fazer um reboot do seu universo como o conhecemos, apagando anos de cronologia incompreensível ( e trazendo de volta horríveis visuais com cara de  anos 90 para seus personagens) não veremos mais a Liga da justiça em sua formação cômica. E J.M DeMatteis, Keith Giffen e Kevin Maguire realizam a ultima aventura dos engraçados personagens para a série de histórias especiais DC Retroactive, que imagina novas histórias com os super-heróis em épocas passadas, acrescentando novas aventuras as histórias que foram feitas em cada fase.

No fim dos anos 80, os super-heróis da “primeira divisão” , como Superman e Mulher-Maravilha estavam sendo reformulados e por isso não podiam ser utilizados na formação da Liga da justiça. Sobrou só o Batman e J’onn para se unirem a Besouro azul, Gladiador Dourado, Guy Gardner, Sr. Milagre, Soviete Supremo e outros. A escolha de personagens menos famosos para compor o grupo levou a uma nova e sagaz direção para a super-equipe, voltada para a comédia. As tramas de humor absurdo (imagine se Seinfeld fosse uma série com Super-heróis) alcançaram sucesso e deixaram saudade pois eram muitos elementos e situações que se tornaram clássicas: os planos para enriquecer do Besouro Azul e do Gladiador Dourado; o soco que Guy Gardner tomou do Batman, o império de escambo intergaláctico do Conclave, a lógica capitalista-picareta que Maxwell Lord empregava e por ai vai.

Apesar de agora ser mesmo impossível novas histórias com a Liga comédia, antes já estava inviável, desde crise de identidade e do momento em que Maxwell Lord matou o Besouro Azul Ted Kord ( o que considerei uma grande idiotice editorial). Não havia mais clima para esse tipo de história neste atual universo DC mais sisudo; vejamos no pós-reboot. Quem sabe o Besouro Azul e o Gladiador Dourado finalmente enriquecem com um hotel cassino em kwei-kwei-kwei ou coisa parecida?

Aproveite para ver outras imagens bacanas de DC retroactive- os desenhistas emulam o estilo da época, com traços mais elegantes, diga-se de passagem 🙂

Batman

Superman:

Flash:

Lanterna Verde: