Top10- hqs favoritas da Poltrona.

Listas! Nada mais nerd do que listas! Neste Top 10, a Poltrona escolhe não as melhores histórias, mas as preferidas deste que escreve. Como critério básico, resolvi listar só histórias em páginas e não em tiras ( do contrário, seria dificil “Calvin e Haroldo” não ficar em primeiro, rs). Também considerei histórias grandes divididas em várias edições como uma só.

Lá vai: Continuar lendo

Moebius & Hugo Pratt!

Um video histórico!

Tudo começa com Jean Claude Forest (criador da Barbarella) e JiJé, o criador de Spirou e Fantasio) escrevendo quatro onomatopéias num grande painel. À partir disso, Moebius e Hugo Pratt constroem um trecho de uma história usando seus personagens mais conhecidos, Corto Maltese e o tenente Blueberry! Continuar lendo

Corto Maltese: a juventude.

Texto originalmente publicado no site Contra-Argumento

A Nemo estreiou com força no mercado editorial brasileiro no ano de 2011. Além de hqs nacionais, começou a trazer também albuns consagrados de autores europeus. Na época, dentre todos os anuncios, valeu muito a pena celebrar a volta de Corto Maltese, a principal obra de Hugo Pratt, no livro “a juventude”(mais sobre o personagem aqui). Continuar lendo

A volta de Corto!

Corto Maltese  está de volta em um álbum que retrata sua juventude, que será lançado agora em outubro pela Nemo (que já está com titulos bacanas nacionais e europeus nas bancas). Para saber mais, vá ao mais quadrinhos, blog do autor e editor da Nemo Wellington Srbek. Ele está disponibilizando no blog alguns previews dos lançamentos, como essa imagem abaixo, muito legais:

 

Corto Maltese

 

Nascido filho de um fugaz relacionamento entre um  marinheiro da Cornualha e uma cigana de Sevilha, A Niña de Gibraltar, ainda criança Corto Maltese descobriu a linha da vida que tinha na palma da mão. Insatisfeito, Corto então usou uma navalha para desenhar uma nova linha da vida em sua mão. Uma vida que ele mesmo pudesse traçar, sem depender de manipulações do destino.

Essa pareceu uma boa maneira de começar um texto sobre a criação máxima de Hugo Pratt.  Não é segredo que criador e criatura partilhavam do mesmo gosto por viagens e por explorar novas culturas,e sobre esse gosto é que na verdade navega o personagem, cujas aventuras se passam no periodo entorno da primeira guerra mundial.

Corto é um marinheiro que se recusa a se fixar em qualquer lugar. Mais do que isso, nunca cria laços que não possa abandonar quando a vontade de viajar se fizer forte.Entretanto,sem preconceitos, o marinheiro esta sempre aberto a novas culturas, e por isso faz amigos por onde passa (não importando a etnia,raça e crenças). Faz também inimigos, e por aí conhecemos seu forte senso de justiça. Maltese é um anarquista, que preza acima de tudo pela liberdade, e assim acaba sempre em choque com pessoas que detém poder.

É fácil admirar o personagem, e quase dá pra pensar que ele é um herói clássico, mas é mais do que isso. Corto não quer ser herói, e é ciente das suas falhas; apenas mantém-se dentro do que lhe parece correto naquele momento. Assim, ele torna-se muito mais um companheiro de viagens do que alguém que você espera que vá resolver seus problemas (como os Supermans da vida), ou alguém com quem você vá se identificar diretamente. Ele não se preocupa com como será julgado(nas histórias, há aqueles que o chamam de pirata…)

Viaja por lugares distintos, encontrando maoris,  indios, guerreiros muçulmanos, cangaceiros brasileiros e personagens históricos. O nível de qualidade das histórias é sempre alto, graças aos incriveis desenhos e texto de Hugo Pratt, um dos maiores autores da história das hqs,morto em 1995. Pratt era um mestre da narrativa como poucos (talvez nenhum…). Só para demonstrar, confira essa página de “As Etiópicas”

O personagem é pouco conhecido no Brasil, e teve pouca coisa publicada, como alguns albuns pela Pixel anos atrás: “A balada do mar salgado(primeiro do personagem)” , “Sob o signo de Capricórnio”, “sempre um pouco mais distante”, “as célticas” e “as etiópicas”. Mas no resto do mundo ele é bastante conhecido e reverenciado, ao ponto de ter uma estátua na cidade Angoulême, na França (onde é realizado um dos maiores festivais de quadrinhos no mundo).

Vale a pena correr atrás dos albuns lançados no Brasil (droga, ainda me faltam “sob o signo de capricórnio” e “as célticas”!!!) .