“A noite mais densa5″e“Lanterna Verde-26,27″

Se fosse para encontrar um único quadrinho que sintetizasse estas três edições , seria este:

Quando a Panini começou a pubicar a saga “a noite mais densa”, era uma das dúvidas se seria possível para um leitor acompanhar somente a mini-série principal, sem necessariamente acompanhar todos os outros titulos pelos quais a trama se alastrou. A resposta é: sim e não. É perfeitamente possível (até agora) ler só a mini-série, desde que você tenha paciência para procurar conhecer os personagens pesquisando por ai( a Panini não colaborou; poderiam ter colocado um resumo dos últimos acontecimentos, já que o Lanterna Verde está tão em voga com o filme chegando aí). Mas perde muito da graça, porque alguns acontecimentos são detalhados nas histórias solos dos personagens. Então, comecei a ler também a revista mensal do Lanterna Verde, já que as tramas se complementam.  Mas o ideal seria que qualquer leitor pudesse acompanhar a saga sem ter que ler as duas (ou mais) revistas.

Lanterna Verde 26

Conforme dito aqui, Indigo 1 (líder da tribo indigo) Levou Hal Jordan ao planeta das zamaronas, sede da bateria central das safira-estrelas.  Eles possuem dois objetivos: impedir que os lanternas negros destruam a bateria das Safiras, e encontrar Carol Ferris. Por sorte, encontram também Sinestro(manipulador da luz amarela do medo) que estava ali para resgatar mulheres da sua tropa que eram cativas das zamaronas (elas queriam recrutá-las). Fracassando no primeiro objetivo, Hal Jordan, Indigo1, Carol Ferris e Sinestro rumam para Korugar, planeta natal deste último e sede da bateria amarela. Lá, Sinestro confronta Mongul, que tenta usurpar o posto de líder da “tropa amarela”.

Doug Mankh, desenhista da trama, é habilidoso, e desenha um Sinestro (verdadeiro protagonista desta edição) Hitleresco.

O principal objetivo da trama é complementar o espaço entre os capitulos 4 e 5 de “noite mais densa”, mas o confronto com Mongul empolga e a história se sustenta sozinha.

tropa dos Lanternas Verdes:

Nessa história, correria. Acompanhamos o desespero dos Lanternas lidando com a volta de seus companheiros e entes queridos mortos, ao mesmo tempo que tentam proteger Oa e a bateria central. Legal mesmo é quando enviam os feridos para Mogo, o planeta vivo que é um Lanterna Verde. O conceito do personagem(criado por Alan Moore nos anos 80), é genial. A tropa vai levando uma sova até que aparece um dos membros da tribo Indigo para ajudar.

Tem também uma história dos Novos Titãs, em que Columba, membro da equipe, parece deter um poder capaz de liquidar os Lanternas Negros. Mas de resto, a choradeira de sempre.

Lanterna Verde 27

primeiro, essa imagem da bateria central de Oa sendo atacada pelos lanternas negros. Legal, não?

Na história do Lanterna, Hal Jordan e Sinestro enfrentam dois personagens que foram importantes em suas origens: Abin Sur e sua irmã, Arin. Abin Sur é o alienígena que legou seu anel a Hal Jordan antes de morrer, e outrora amigo de Sinestro. Arin , por sua vez, era sua amante. Assim, temos a chance de ver um desconhecido lado mais sentimental do vilão.

Depois, eles seguem para o planeta dos Lanternas Azuis. Para o próximo número, fica reservado o encontro com Atrócitus ( que manipula a luz vermelha da ira) e Larfleeze  (a luz laranja da avareza).  Atrócitus promete ser util: O anel vermelho substituiu seu coração, então não tem nada que os zumbis lanternas negros possam arrancar.

tropa dos lanternas verdes

Continua a luta aqui, agora com a tropa auxiliada por um membro da tribo indigo.

A trama corre dentro do esperado, com os lanternas lutando desesperadamente para defender Oa  dos zumbis. Isso exige medidas extremas, inclusive o sacrifício supremo que o membro mais “romântico” da tropa tem que fazer para impedir a destruição da bateria central. Esse sacrificio não deve durar muito, mas isso promete um desdobramento interessante para o próximo número.

Bem, também tem uma história dos Novos Titãs, mas…nhé.

A noite mais densa 5

Chegando a revista titulo da saga. Aqui, Superman, Mulher Maravilha, Flash e outros se juntam para enfrentar Nekron e os lanternas zumbis. Entendo que mega-eventos são parte do dna dos super-heróis, mas caramba, que história corrida. Não há um respiro, apenas movimentação e lutas infindáveis entremeadas por lamentos dos personagens pelos mortos. A história funciona, sendo bem mais interessante do que as últimas crises da DC, mas você quase chega cansado no fim da trama principal, e da forma como está não é uma qualidade de ” a noite mais densa”. Não sei se é por isso, mas tenho gostado mais dos contos da tropa que completam a revista. Aqui, vemos o Killowog quando ainda era um aprendiz da tropa, e conhecemos mais sobre a familia de Arisia, cujos membros sempre se tornam Lanternas Verdes.

No aguardo pelo resto da história.

até!

A noite mais densa 3 e 4

A noite mais densa 3

Como estou em falta com essa mini-série(veja aqui e aqui os reviews das outras edições), vou colocar dois reviews em um só post,  principalmente porque na edição 3 não aconteceu nada mesmo…

Acho que o quadrinho acima foi o que aconteceu de mais interessante nessa edição, falando sério. O diálogo entre Ray Palmer e Mera contém todas aquelas viagens absurdas que são o que me atraem nas hqs de super-heróis, e que andam meio em falta. E isso usando um conceito do nosso dia-a-dia, o de download. Também foi um jeito legal de explicar que os mortos não viraram vilões, mas sim tem seus corpos e memórias usados pelos anéis negros.

Aqui ficamos conhecendo a tribo indigo, cuja luz representa o espectro da compaixão. eles serão importantes para a trama, porque sabem o que está acontecendo.

Fora isso, o novo nuclear, formado pelo casal Jason e Gen, sofre um baque. sem spoilers, mas em se tratando de tudo o que vem acontecendo, dá pra imaginar, não é?

É isso o que desanimou nesta edição. A noite mais densa vinha com potencial, mas até o terceiro número só mostrou que sabe reforçar a idéia de que hqs de super-heróis  hoje em dia são um “torture-porn” barato. Como se a única qualidade fosse ver os personagens sofrendo e se lamuriando. Tudo bem, isso ajuda a nos identificarmos com os personagens, mas tem uma hora que chega, afinal são hqs de super-heróis, que deveriam também entreter.

Completam a edição dois contos sem-graça com a tribo indigo e os lanternas vermelhos. A trama vinha bem, mas aqui o nível caiu um pouco.

A noite mais densa 4

Mas aqui, a coisa começa a melhorar. No número 3, a tribo Indigo “sequestrou” Hal Jordan,com o objetivo de reunir os diferentes manipuladores de energias do espectro emocional espalhados pelo Universo. Isso possibilitará um meio de derrotar os lanternas negros zumbis e impedir o apocalipse da noite mais densa.

Nesta edição, os lanternas verdes nem aparecem. Acompanhamos os outros personagens tentando deter os lanternas negros,no mesmo desespero das ultimas edições. Mas é interessante que aqui  o Flash Barry Allen assume um papel de destaque, e fica nitido que a DC está tentando reestabelecer o personagem como um de seus maiorais (eu gosto do Flash). Aqui, sem Superman, Batman e Mulher-Maravilha, sobra para o homem mais rápido do mundo organizar e motivar todos os outros super-heróis no conflito.

E finalmente é apresentado o vilão por trás de tudo, Nekron! Ivan Reis continua mandando muito bem nos desenhos e na narrativa, que vai ficando mais claustrofóbica. Quando os quadrinhos mais horizontais abrem espaço para um formato diferente, é para aumentar o desespero:

Temos mais dois contos das tropas, o primeiro mostrando como Carol Ferris voltou a ser a Safira Estrela, e outro em que uma criatura que se intitula o deus da fome encontra o Larfleeze, o agente laranja. E aí então ele descobre quem manda. Uma boa edição, que aumentou o nível da trama que estava meio parada.

A noite mais densa-2

Saiu o segundo número de “a noite mais densa”, evento envolvendo a tropa dos  Lanternas Verdes e outros  heróis da DC em um combate contra zumbis que usam o anel negro. Neste número, Hal Jordan e o Flash Barry Allen continuam enfrentando a versão zumbi do Ajax( tá bom, J’onn…). Fora isso, não acontece muita coisa, e a história continua se sustentando em grande parte graças a arte de Ivan Reis. Alguns quadrinhos são muito expressivos, e conseguem tornar a narrativa do autor Geoff Johns ( por enquanto, nada de especial) em algo mais empolgante.

Talvez, a sensação de que pouco acontece se deva à opção da Panini de publicar em metade da revista histórias envolvendo personagens ligados a mitologia do lanterna, como as tropas que usam anéis de outras cores. Até agora acho que foi uma boa opção, pois no geral restringe a quantidade de títulos que você tem que ler para acompanhar a saga (e eu ainda nem criei coragem de comprar a revista de linha do lanterna verde, que também está nas bancas. Será que vale a pena?). A segunda parte da revista enfoca a vida do Santo Andarilho,da tropa dos Lanternas Azuis, que tem como poder a esperança. É uma boa história, escrita por Geoff Johns e desenhada por Jerry Ordway. A trama se desenvolve como uma parábola,   na qual acompanhamos a vida do Andarilho e sua família durante o momento em que eles acreditam ser o fim de seu planeta e de suas vidas. A cada provação, o Andarilho usa sua fé para motivar a seus entes queridos e a si mesmo, o que por si só, já parece um super-poder que hoje em dia é mais difícil de acreditar do que a capacidade do Flash de correr na velocidade da luz. Pra mim funcionou, a história acabou ficando com aquela cara de atemporal, mesmo sendo bem curta. e, um pequeno spoiler, no final entendemos que mesmo o confronto do Andarilho com o selvagem Larfleeze é em si apenas mais uma provação, e as crenças do Lanterna Azul independem do resultado da luta.

Pelo preço e pela qualidade, essa edição vale a pena.

A noite mais densa

A Panini começa a lançar a grande saga da DC do ano passado,  ” a noite mais densa”, envolvendo não só a tropa dos lanternas verdes, mas também os outros personagens da editora.  Acompanhei meio por cima os últimos anos do Lanterna Verde e a guerra dos anéis,desde que Hal Jordan ressucitou na mini-série “Renascimento”. Na minha opinião,dos quadrinhos de super-heróis de linha, fora histórias especiais (como Superman All Star)era o que vinha  sendo publicado de mais legal,tanto na DC quanto na Marvel.

Chegaram nas bancas:

-o prólogo da saga, em Lanterna Verde 23

-A noite mais densa 0

-A noite mais densa 1

O número “0” na verdade  é um preview. Acompanhamos o lanterna Hal Jordan e o renascido Barry Allen, o Flash,  num cemitério. Os dois se encontram no túmulo de Bruce Wayne e lamentam não só a morte do Batman, mas também a de outros amigos.  A história serve mais para introduzir a trama. O que empolga mais é mesmo a arte de Ivan Reis, e a expressividade que ele coloca nas cenas de mais ação e no rosto dos personagens.

Não é exatamente um ponto negativo, mas a Panini optou por lançar essa história, de apenas 12 páginas(16 com as capas) em uma edição separada, ao preço de R$1,99, provavelmente para chamar a atenção dos leitores com o preço menor que o das outras revistas em banca. Mas, sei lá… a Panini podia ter sido um pouco mais ousada, já que a revista não acrescenta muito pra trama. Podiam ter impresso em um papel de qualidade mais baixa, e,tirando o escorpião do bolso,distribuído gratuitamente mesmo,pra atrair os leitores que não conhecem, ou os que pararam de ler super-heróis há algum tempo. Ou ainda, se era para cobrar, podiam ter publicado um texto explicando resumidamente os últimos acontecimentos do universo DC, e falado um pouco dos personagens envolvidos na trama, pra facilitar um pouco pro leitor.

No número 1, os mortos começam a se erguer e assumir o anel negro, e dois personagens importantes já morrem de cara. Não dá pra julgar o nível da história ainda, mas já me empolgou mais do que as crises dos últimos anos.

A Panini colocou nas contra-capas destes dois números iniciais a ordem das revistas que temos que comprar se quisermos acompanhar todos os eventos relacionados a saga, que vai até Janeiro. É coisa pra caramba, e somando todos os custos da mais de R$ 200,00. Como sou um leitor pobre, vou atrás somente da mini-série principal, e talvez da revista própria do Lanterna.